Debate:
Racismo e Classe
Dia 19/11, às 12h30, no Sintusp
DELIBERAÇÕES
DA ASSEMBLÉIA
DE FUNCIONÁRIOS
(13/11),
no Sintusp:
Sobre
Abonos, Prêmios e Reajuste Salarial
A assembléia decidiu: EXIGIR A REUNIÃO DE NEGOCIAÇÃO
QUE O CRUESP SE COMPROMETEU EM AGENDAR PARA A PRIMEIRA
QUINZENA DESTE MÊS; EXIGIR O PAGAMENTO
DOS R$ 200,00; MAIS UM REAJUSTE SALARIAL DE 5,9 %, RETROATIVOS
A MAIO e alertar os trabalhadores que a concessão
de abonos e prêmios, caso torne-se realidade,
não será produto de uma suposta benevolência da
reitoria e sim uma manobra, uma tentativa de “calar a nossa
boca” com migalhas pagas apenas uma ou duas vezes.
Com isso, caso os funcionários e professores da USP, Unesp
e Unicamp se conformem com migalhas na forma de abonos
e prêmios, os reitores manterão seus
cofres abarrotados, às custas do calote e das nossas perdas
salariais.
A Respeito de Isonomia
A assembléia decidiu chamar os trabalhadores da ativa, para
não mais aceitar a discriminação que a universidade
pratica contra seus trabalhadores aposentados. Se a USP chegou onde
está hoje, ela deve isso a todos que dedicaram
mais de três décadas das
suas vidas trabalhando para que ela pudesse se tornar uma das maiores universidades do mundo, tanto em qualidade
quanto em produção científica. Entretanto,
os burocratas acadêmicos que hoje deitam nos louros
conquistados com o trabalho de quem já se aposentou,
tratam os aposentados como se estes fossem um peso indesejável
ou seres humanos de segunda ou terceira categoria.
Por isso, as normas que regem o PLR acadêmico, aprovado no
CO com o nome de prêmio, excluem os aposentados
que ficariam sem receber o prêmio da mesma forma que não recebem ainda hoje o auxilio alimentação
(VA) pago aos trabalhadores da ativa.
Se
a burocracia acadêmica pensa que aposentado não come
ou não merece comer, nós, que seremos aposentados
um dia, não podemos mais aceitar isso. E para
discutir formas de avançar na luta contra essa
discriminação a assembléia decidiu convocar
uma reunião unificada de trabalhadores aposentados e da ativa.
Sobre os Trabalhadores Terceirizados
Discriminação
mais hedionda do a praticada contra os aposentados, é a
que sofrem os terceirizados que são citados nos documentos
oficiais da própria CJ como “Trabalhadores
Estranhos à Universidade. No entanto, sem o
trabalho desses Companheiros super explorados com a cumplicidade
corrupta e covarde da burocracia acadêmica,
toda a “excelência premiada
da qual os burocratas se orgulham estaria imersa em toda a imundice produzida com toda excelência. Por isso,
foi aprovado que qualquer premio seja
pago também aos terceirizados.
Contra
o machismo e grosseria do Coordenador da Codage
A
assembléia, decidiu repudiar e exigir providências
da reitora para que não se repita nunca mais a atitude
agressiva, grosseira e machista com a qual o Prof. Dante, Coordenador
da CODAGE está se habituando a tratar as diretoras do sindicato.
Numa
reunião de negociação com as companheiras
das Creches, o Prof. Dante primeiro tentou excluir o sindicato
da negociação usando o artifício de
não comunicar o sindicato, depois de encerrada a negociação,
a companheira Solange tentou cumprir a sua obrigação
de conseguir uma informação
oficial
da reitoria a respeito da data em que seria pago o tal prêmio
aprovado pelo C.O. e perguntou isso ao Prof. Dante,
que respondeu de forma excessivamente grossa e agressiva que “é por
isso que eu não quero o Sindicato nessas reuniões, estamos aqui para resolver
um assunto e você vem com outro.”
Em
respeito às companheiras das creches, a Solange manteve
o nível. Porém, depois passou muito mal.
Essa atitude desse professor em relação à companheira
Solange não é fato isolado. Nas reuniões da CCRH ela se tornou comum em relação às representantes
dos funcionários.
Por
isso, os trabalhadores da USP reunidos na assembléia
deliberaram repudiar as atitudes deste Professor
e exigir da reitoria respeito para com os trabalhadores
(as) e seus representantes e dirigentes sindicais.
Por um encontro regional de lutadores
A
assembléia aprovou também um chamado dos trabalhadores
da USP e seu sindicato, dirigido a todas as organizações operárias.
Um
chamado para que, convoque e organize conjuntamente, um encontro
regional de representantes das organizações
políticas, sindicais, estudantis,
e populares, para discutir de que forma, com que política
e com qual programa os trabalhadores, a juventude e o povo pobre
devem se organizar e lutar para fazer com que os
patrões paguem, com seus lucros e suas
fortunas, o preço da crise gerada por sua ganância.
Esse
encontro se faz necessário e urgente por que no Brasil
e no resto do mundo, a burguesia já começou
a tomar suas medidas para tentar fazer com que os trabalhadores
paguem com seus salários, seus empregos,
seus direitos, suas conquistas sociais e seu próprio
futuro o preço dessa, que é uma crise desse sistema de
A
assembléia aprovou ainda, o adiamento da
próxima reunião do CDB, para o dia 05 de Dezembro, e mudança da data do ato debate SOBRE A VIOLÊNCIA
DOMÉSTICA E A LEI MARIA DA PENHA para o dia 28
de novembro. Cruesp
confirma números do Fórum das Seis e não propõe
reajuste
O
presidente do Cruesp, Prof. Marcos Macari [reitor da Unesp], ouviu
a exposição dos dados apresentados pelo Fórum das Seis e declarou que todos os números
apresentados eram corretos, tais como:
1)
se for concedido o reajuste de R$ 200,00 [parcela fixa] + 5,9%
retroativo a maio/2008 o comprometimento médio
com folha de pagamento nas 3 universidades chegaria a 83,0%. Obs:
Nos últimos anos a média de comprometimento nas 3 universidades foi de 87%;
2) que nos últimos 3 anos a diferença entre o arrecadado
[repasse do ICMS] e os reajustes salariais foi de 30%
a mais para a arrecadação, apesar da concordância
com esses dados o Prof. Macari disse que o Cruesp pretende discutir reajuste salarial na próxima data
base.
O Fórum das Seis insistiu na concessão do reajuste
agora: 200,00 + 5,9%
retroativo a maio, assim como a marcação de uma nova reunião para a 1ª quinzena de novembro.
O Cruesp ficou de agendar esta reunião.
APÓS A NEGOCIAÇÃO, O FÓRUM
DAS SEIS SE REUNIU E INDICOU QUE TODAS AS
ENTIDADES REALIZEM ASSEMBLÉIAS PARA AVALIAR A RESPOSTA DO
CRUESP ANTES DA PRÓXIMA REUNIÃO.
Reajuste Já!
200,00 + 5,9% |
Punição
aos Diretores do Sintusp
Em
mais um ataque ao Sindicato e à organização dos Trabalhadores,
a reitoria da USP determinou pela suspensão do Brandão, diretor
do Sintusp, a 20 dias e do companheiro Luiz Claudio, Conselheiro
Diretor de Base em Bauru, a 15 dias.
ABAIXO
À REPRESSÃO POLÍTICA E À CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SINDICAL,
ESTUDANTIL E POPULAR! (lei
mais no boletim do Sintusp nº 55)
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