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19/07/2010
Retomar a luta pela Isonomia!
Essa foi a decisão mais importante da nossa assembleia do dia 14/07/10. Para restabelecer a isonomia precisamos quebrar a intransigência dos três reitores e arrancar mais 6% de reajuste salarial para os funcionários da USP, Unesp e Unicamp, de forma que tenhamos o reajuste deste ano equiparado ao dos professores das três universidades.

Para isso, a ordem é iniciar já as reuniões de unidades e realizar um seminário no dia 13/08, onde faremos uma avaliação da greve do primeiro semestre e discutiremos um plano para avançar na reorganização dos trabalhadores da USP, para voltarmos à luta com muito mais força neste segundo semestre.

As principais lições do primeiro semestre

De cada luta que travamos devemos extrair ensinamentos para os próximos combates. Devemos aprender principalmente com o inimigo. Por isso, não podemos esquecer o que aprendemos com o Rodas e o Cruesp durante a greve: O Rodas não tem nenhum respeito ou consideração pelos trabalhadores da USP. Ele acredita que os trabalhadores da USP são um bando de privilegiados que ganham muito. Essa opinião do reitor a nosso respeito, está expressa com todas as letras nas inúmeras entrevistas que ele deu aos jornais, rádios e televisões, nos depreciando, dizendo que nossos salários consomem todos os recursos da universidade, que ganhamos muito mais do que se paga no mercado, dizendo que transformamos a USP nos morros do Rio de Janeiro, etc.
O Rodas não tem consideração alguma com os trabalhadores da USP e suas famílias, ele não exitou em descontar os salários de mais de mil pessoas e deixar seus filhos com fome.
O Rodas só tem desprezo para com os trabalhadores que constroem a universidade que ele pretende dirigir.
E o Cruesp, por sua vez, ensinou que está intransigente, determinado manter a quebra da isonomia e a não atender nossas reivindicações. E que os outros dois reitores também não têm nenhum respeito com os funcionários das universidades. De tudo isso, as conclusões possíveis são: Só podemos confiar nas nossas próprias forças e na nossa união e solidariedade; não podemos ter confiança ou ilusão de que esses reitores estarão dispostos a dialogar com nosso movimento, ou que poderemos conquistar qualquer coisa, sem muita mobilização e muita luta.

Uma luta em defesa das universidades

A quebra da isonomia atende ao objetivo de sucatear determinadas áreas das universidades, preservando os níveis salariais e as condições de trabalho entre outras, ou seja, serve ao objetivo de priorizar as áreas com vocação para as pesquisas aplicadas, ou operacionais como era o termo usado pelo Serra nos decretos de 2007. Por isso, na luta em defesa da isonomia estaremos defendendo uma universidade que não priorize uma determinada área do conhecimento em detrimento de outras, que não priorize interesses empresariais em detrimento de necessidades sociais. Por isso, não teremos medo ou receio de enfrentar nem os reacionários conscientes e nem os que a eles se aliam por omissão.

AGRADECIMENTOS:

 Ao Professor Marcos Orine da Faculdade de Direito que deu uma importante contribuição com a palestra sobre direito previdenciário e um importante artigo em coautoria com o Professor Ricardo Antunes, em defesa da universidade publica contra a proposta privatizante defendida em outro artigo do Rodas.

 Ao professor Leonel Itaussu que continua repassando mensalmente ao sindicato 6% do seu salário; valor que corresponde ao reajuste diferenciado dado aos professores.

 Aos estudantes da Unesp de Marília, fizeram greve em apoio a greve dos trabalhadores das universidades, contra a terceirização do bandejão do campus de Marília, que participaram ativamente da vigília na reitoria da Unicamp e da ocupação da reitoria da USP participaram ativamente da luta dos funcionários da USP em Ribeirão Preto.

 Ao Deputado Carlos Giannazi, pelo apoio constante à Greve e à Luta.

Outras resoluções da Assembleia

 Manutenção do fundo de solidariedade como fundo permanente e abertura de nova conta para o fundo controlada por cinco pessoas eleitas na própria assembleia.  Moção de repúdio ao presidente Lula pela repressão policial que resultou em ferimentos gravíssimos contra indígenas de diversas etnias, que estão acampados na esplanada dos ministérios, em Brasília, protestando contra a extinção da FUNAI e, lutando por sua reivindicações.

 Moção de apóio à luta dos trabalhadores da Flasko que a sete anos mantêm a fabrica produzindo sob controle operário e que hoje estão correndo o risco de perderem o sustento de mais de setecentas famílias porque um juiz determinou a falência e fechamento da fábrica.

 Moção de repudio ao assassinato da jovem Eliza Samudio, pelo fim da violência contra as mulheres.

Moção de Repúdio

Nós, trabalhadores e trabalhadoras da USP reunidos em assembléia no dia 14 de julho de 2010 repudiamos o assassinato da jovem Eliza Samudio, que ao que tudo indica teve seu corpo recortado e entregue aos cães. Repudiamos todos os assassinos suspeitos, dentre eles seu ex-namorado Bruno (ex-goleiro do Flamengo), mas repudiamos também a juíza do Rio de Janeiro que há 6 meses atrás negou proteção à Eliza. Acreditamos que este é um caso emblemático que expressa o assassinato de milhares de mulheres todos os anos em nosso país, vítimas do preconceito e do machismo que são sustentados pela sociedade capitalista que vivemos. Basta de violência contra as mulheres. Todo trabalhador e trabalhadora deve se conscientizar para lutarem juntos contra a opressão às mulheres.

Moção de Repúdio ao Reitor da Unesp

Em ofício circular nº 019/2010 – RUNESP, DE 07/07 2010, o reitor da Unesp explicita sua posição perante o direito de greve e em relação ao direito de qualquer trabalhador aderir a ela. Em tom de ameaça, ofende coletivamente a todos, pois intimida quem ousar exercer livremente o direito de greve, reconhecido em instâncias nacionais e internacionais, como é o caso da Constituição Brasileira, das convenções da organização internacional do Trabalho (OIT), dentre outras. Por isso, os trabalhadores das Universidades de São Paulo, repudiam tal ato.

13/07/2010
Assembleia dia 14/7 (4ªf)
às 12h30, no Sintusp
reorganizar e retomar nossa luta no 2º semestre
Conforme aponta o último boletim do Fórum das Seis, de 07/07: “A quebra de um acordo entre Fórum das Seis e Cruesp, de 1991, que garantia a isonomia entre as categorias, gerou muito descontentamento e foi o estopim de uma grande luta. Servidores técnico-administrativos da USP, Unesp e Unicamp demonstraram garra e disposição de luta, mas não conseguiram quebrar a intransigência dos reitores. Ficou claro que a conduta do Cruesp nesta data-base visa ao enfraquecimento da organização conjunta dos trabalhadores (...) e é somente um passo de um projeto maior de desmonte e privatização da universidade pública”.

Por isso, e pelo que (não) ficou acertado na primeira reunião de negociação entre os funcionários e a comissão da REItoria , após o término da greve, e que de concreto só agendou uma nova reunião para o começo de agosto, também concordamos que: “é o momento de reorganizar as forças e preparar a retomada da mobilização no segundo semestre, pela continuidade das negociações em torno da pauta unificada e pela isonomia”.

Todos nós sabemos que a arrecadação do ICMS superou as expectativas e não existe nenhum argumento para o não atendimento de nossas reivindicações nesse segundo semestre.

A própria reitoria reafirmou a disposição em conceder a referência, portanto: Toda a categoria está acompanhando essa negociação!

SOLIDARIEDADE ATIVA AOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO

Os trabalhadores do judiciário estadual e federal, em greve há mais de dois meses, aprovaram noultimo dia 8/7 a manutenção do movimento, em mais um exemplo de duras greves que cruzam o país, apesar do clima festivo da Copa do Mundo e da passividade e do conformismo social que abarca a grande maioria dos trabalhadores do país, reféns das direções burocráticas, governistas e traidoras que impedem que a nossa classe lute pelos seus direitos, no momento em que até o Presidente Lula, ex-sindicalista, manda cortar o salário dos trabalhadores do funcionalismo público.

Nesse sentido, nossa greve foi um exemplo aos demais trabalhadores em luta no país, por ter conseguidoreverter o desconto dos dias em greve, pautando a necessidade de organizarmos uma ampla Campanha Nacional pelo Direito de Greve, e que já começa a surtir efeito, como demonstra a decisão do STJ que proíbe corte de vencimentos de grevistas do Ministério do Trabalho e Emprego. Essa decisão é muito similar ao parecer expedido pelo Juiz do Trabalho e Prof. da USP, Jorge Luiz Souto Maior, que condenou o corte arbitrário, cujo a reitoria da USP tentou nos impor.

Por isso, é fundamental a participação de uma representativa delegação dos trabalhadores da USP noato/assembleia que ocorrerá na Praça João Mendes, nessa quarta-feira 14/7, levando toda a solidariedade de classe à esses bravos trabalhadores que na semana passada foram brutalmente reprimidos pela polícia de Serra/Goldman, na perspectiva de unificarmos nossas lutas e, a partir dos exemplos que demos de luta radicalizada pelo direito de greve, reivindicarmos dos nossos sindicatos e centrais sindicais, em especial a Nova Central dirigida pela esquerda, uma ampla campanha pelo direito de greve e em defesa do funcionalismo público, gratuito, de qualidade e a serviço da maioria da população.


06/07/2010
Negociação do dia 5/8
Respostas adiadas
Ontem (5/7), ocorreu a 1ª negociação da pauta específica entre a Comissão de negociação da reitoria e a Comissão dos trabalhadores da USP, que conforme havia ficado acertado no acordo de fim de greve, seriam priorizados os itens econômicos: uma referência na carreira e auxílio alimentação.

Após 3 horas de discussão, a reitoria reafirmou a disposição em conceder a referência, entretanto, declarou que há necessidade de uma avaliação de como essa questão será implementada na carreira dos funcionários. Uma posição mais definitiva deverá ser apresentada na primeira semana de agosto, a princípio em uma reunião no dia 2 de agosto.

Quanto ao auxílio alimentação, os representantes da reitoria pediram que os trabalhadores apresentassem seus argumentos, após ouvi-los ficaram de trazer uma contraproposta também na próxima reunião.

O calendário de discussão dos demais pontos da pauta específica será definido no dia 2 de agosto.

Toda a categoria está acompanhando essa negociação.

Dia 7/7 – Reunião do Comando de Mobilização, às 17h30, no Sintusp

01/07/2010
UMA GRANDE BATALHA
A GUERRA CONTINUA
Ontem, viramos mais uma página do livro da história de luta dos trabalhadores da Universidade de São Paulo, história da qual muito nos orgulhamos.

É claro que estamos nos referindo a aqueles que estiveram e estão SEMPRE NA LUTA, conscientes de que isso é parte de uma luta maior, de todos os trabalhadores, a luta de classe.

Temos consciência do tamanho e da força do inimigo e, do que ele representa e por isso mesmo, da grandeza de nossa luta.

O que enfrentamos é um projeto de desmonte das instituições públicas, da educação, da saúde, previdência pública, de desvalorização e retirada de direitos dos trabalhadores, que se manifestaram de formas variadas, tais como, privatização, terceirização, arrocho salarial, diminuição de verbas, quebra da isonomia entre funcionários e professores, etc.

Na Campanha Salarial desse ano, a quebra da isonomia a partir do rompimento de um acordo assinado em 1991 entre Cruesp e Fórum das Seis, que estabelecia a isonomia como princípio da política salarial.

Com essa grande luta não obtivemos a restauração da isonomia com os professores, entretanto, a força da nossa resposta certamente fará com que Rodas, Fernando Costa e Herman, pensem 10 vezes antes de dar qualquer reajuste maior para professores como fizeram esse ano. Não o farão, saiu muito cara a conta que pagaram por esse ataque aos trabalhadores.

01/07/2010
RODAS TEVE QUE RECUAR NO CORTE DE SALÁRIOS
A força e a radicalidade da nossa greve, que durou 57 dias, piquetou, ocupou a reitoria, se preparava para fechar o CCE – Centro de Computação Eletrônica da USP, o isolamento de Rodas, que teve sua ordem desobedecida e, pouco conseguiu a mais que cortar o salário da administração direta na capital (PCO, hoje Cocesp e Coseas), além de poucas unidades do interior: São Carlos e Ribeirão Preto que resistiram bravamente mesmo sem os salários.

A maioria dos diretores de unidade, pressionados pelos trabalhadores em greve, ou por não acatar a ordem do reitor, impediu que Rodas conseguisse manter o corte de salários, um monstruoso ataque ao direito do exercício de greve dos funcionários públicos.

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Leia os Boletins do Sintusp
Downloads: 99
Downloads: 431
Downloads: 1034
Cartas, termos, ofícios, etc
01/07/2010
Proposta de Acordo de Fim de Greve - Downloads: 781
24/06/2010
Boletim do Fórum das 6 - Downloads: 206
11/06/2010
Oficio Forum para Cruesp - Nº 43 - Downloads: 168
Atenção ao calendário de Atividades
Reunião do Fórum Popular de Saúde - Zona Oeste
É importante que os companheiros das unidades participem dessa discussão, tema fundamental de nossa pauta específica há muitos anos e, apesar disso, só vemos as condiçõesde atendimento na saúde pública da nossa região, em especial o HU, piorar dia após dia.
Data:
26/07/2010 - Horário: às 19 horas
Local:
no Sintusp
Assembleia Geral da Categoria
Pauta: Organização pós-greve para a negociação da pauta específica e outros
Data:
14/07/2010 - Horário: 12H30
Local:
No Sintusp
“O DEBATE DA ARTE SOVIÉTICA ENTRE OS ATELIÊS ARTÍSTICOS VKhUTEMAS E O REALISMO SOCIALISTA”
Apresentação: Maitê Fanchini (DESFORMAS)
Data:
01/07/2010 - Horário: 15h
Local:
Sintusp
AULA HISTORIA DA ARTE 1 - Luiz Renato Martins
“FILOSOFIA E ARTE FRENTE À CRISE DA POLIS”
Data:
30/06/2010 - Horário: 14h00
Local:
Reitoria Ocupada


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