Na assembleia do dia 18/6, as trabalhadoras e os trabalhadores da USP votaram a incorporação ao chamado do VAT para a greve geral do dia 30/06, contra a escala 6×1. A luta pelo fim dessa escala brutal não é apenas uma reivindicação imediata, mas parte da batalha histórica pela redução da jornada sem redução salarial, para que a classe trabalhadora tenha direito a uma vida plena.

A escala 6×1 é uma forma de superexploração que rouba da nossa classe o direito de viver além do trabalho. Lutar contra ela significa defender o direito de estudar, de se dedicar à arte, à cultura, ao lazer e à convivência com amigos e família, porque a vida não pode continuar sendo esmagada pela lógica do lucro dos patrões. Na USP, essa realidade pesa sobretudo sobre as trabalhadoras terceirizadas, que convivem com as piores condições de trabalho, salários menores e jornadas mais desgastantes, tornando essa luta ainda mais urgente.

Essa batalha também é em nome dos nossos filhos, parentes e amigos, todos massacrados por essa escala maldita. Se derrotarmos a 6×1, a classe trabalhadora e a categoria dos trabalhadores da USP estarão em melhores condições para enfrentar os ataques dos patrões, porque uma categoria mais mobilizada, mais unificada e mais confiante fortalece o conjunto da luta.

O Congresso Nacional tenta desfigurar a pauta do fim da escala 6×1, impondo na prática que a escala 6×1 não apenas seja mantida, mas piorada ainda mais. Esse congresso, que se coloca a serviço dos interesses dos patrões e é formado por uma corja que não trabalha, mantida com o dinheiro dos trabalhadores do Brasil todo, é o mesmo que votou ataques profundos aos trabalhadores como as nefastas reformas trabalhistas e da previdência e o arcabouço fiscal do governo de frente ampla que corta da saúde e educação, precarizando ainda mais a vida dos trabalhadores. Enquanto os patrões e seus representantes tentam manter a exploração intacta, nossa resposta precisa vir das ruas, com mobilização e organização.

Por isso, reforçamos que derrotar a escala 6×1 e enfrentar a extrema-direita nas ruas é parte da mesma luta: defender a vida, os direitos e o futuro da classe trabalhadora. No dia 30/06, a tarefa é transformar a indignação em ação coletiva, unificando a categoria da USP com o conjunto dos trabalhadores em luta. Temos que parar tudo para acabar com a escala 6×1 e derrotar o conjunto das reformas e ataques aos trabalhadores e à juventude. Basta de perder a vida trabalhando!