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Pauta: Trabalho híbrido e Pauta Específica

1)Trabalho Híbrido:
O debate sobre o trabalho híbrido vem sendo construído pela categoria, há algum tempo. No Seminário que realizamos em 2025, apontamos a necessidade de uma assembleia para definir se devemos ou não reivindicar essa modalidade, além de aprovar as diretrizes da proposta que será apresentada à reitoria. A greve adiou esse calendário, e por isso a assembleia marcada para o dia 23/06 será o momento de retomar as resoluções já aprovadas e transformá-las em uma proposta concreta dos trabalhadores e trabalhadoras da USP.
A proposta debatida no seminário parte de princípios que precisam ser preservados: o trabalho híbrido deve ser organizado por jornada, e não por metas; a adesão precisa ser opcional, sem imposição das chefias; não pode servir para fechar postos de trabalho nem ampliar a terceirização; a USP deve assumir os custos com eletricidade, internet, mobiliário e equipamentos; e é necessário garantir alguma forma de compensação para quem não puder aderir por conta da natureza da função.
Esse é um debate importante para defender direitos, evitar perdas e impedir que o trabalho híbrido seja usado como instrumento de intensificação da exploração.
É fundamental a participação da categoria nesse debate para construir uma forte luta em defesa de melhores condições de trabalho para todos.
2) Pauta específica:
Aprovar as propostas sistematizadas pela comissão e construir uma forte mobilização para arrancar nossos direitos!
A assembleia do dia 23/6 tem também a tarefa de aprovar a pauta específica completa, já sistematizada pela comissão votada no dia 18/6, consolidando os eixos já definidos pela categoria. Em seguida devemos transformar essas reivindicações em uma mobilização para impor essas demandas.
Os eixos principais aprovados na assembleia do dia 18 foram:
- A defesa da saúde com contratação para o HU;
- Contratação para as creches, a Escola de Aplicação e demais unidades da Universidade;
- VR no valor de R$ 85,00 por dia (já atualizados) sendo base para o valor fixo mensal de VR sem desconto nas férias e no recesso;
- Criação do adicional de incentivo à qualificação e reconhecido saber, conforme a proposta já votada pela categoria.
Também compõe a pauta específica a luta pelo fim da escala 6×1 para as terceirizadas e pelo fim da terceirização na USP incorporando todas as trabalhadoras que hoje trabalham na USP sem a necessidade de concurso. A demanda de abono das horas de cursos de qualificações que tenham duração acima de 30 horas e de cursos de pós graduação; a unificação dos valores de diárias sem distinção entre os trabalhadores de nível básico, técnico ou superior.
Ao aprovar essa pauta em sua totalidade, a assembleia reafirma que nenhuma conquista virá sem organização e pressão coletiva. Num cenário em que o CRUESP insiste em índices insuficientes e em que a reitoria tenta administrar os problemas sem atender de fato às reivindicações da categoria, a unidade dos trabalhadores é o caminho para avançar
