Boletim em PDF

A luta pelo fim da escala 6×1 nasceu da revolta de milhões de trabalhadores contra jornadas exaustivas, baixos salários e uma vida consumida pelo trabalho. Foi a mobilização nas ruas e nas redes que obrigou o governo e o Congresso a colocarem o tema em debate. Chamamos as centrais sindicais e movimentos sociais para construir uma grande jornada nacional de mobilização nos locais de trabalho, estudo e moradia tomar as ruas rumo a GREVE GERAL !

Se a luta avançou até aqui, pode conquistar mais!

O projeto enviado por Lula já nasce rebaixado. Enquanto a classe trabalhadora exige mais tempo para viver, descansar e conviver com a família, Lula propõe uma redução limitada, sem garantir o descanso em finais de semana e abre espaço para negociação com a direita e o centrão.

Lula e Hugo Motta se reúnem para costurar um acordão, onde a aplicação da nova jornada e suas regras sejam definidas entre patrão e trabalhador. Isso é trapaça! Devemos exigir nosso direito em lei!

A direita e o centrão sabem que a pauta é popular. Por isso, evitam votar abertamente contra, e tentarão desfigurar a pauta por dentro. Querem incluir no projeto os chamados “jabutis” que abrem espaço para a flexibilização total da jornada, salário proporcional às horas trabalhadas, contratação por hora e ampliação do trabalho precário, como prevê a PEC 40 proposta que corre em paralelo no Congresso. A lógica deles é simples e cruel: reduzem a jornada na lei e aumentam a exploração na prática.

O lobby dos grandes e mpresários é para
ganhar em sempre mais! Esses caras de pau
exigem comp ensações e benefícios fiscais para
aderirem à nova jorrnada . Querem usar dinheiro
público para garantir os lucros de quem sempre
explorou nossa classe. Somos contra qualquer
“bolsa patrão”. Quem deve pagar essa conta são
os grandes empresários, bancos e bilionários
que enriqueceram com a escala 6×1.

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O governo e setores do Congresso já falam em “transição gradual” para reduzir a jornada. Há propostas que preveem até 10 anos de espera! Isso significa manter milhões de trabalhadores presos à escala 6×1 enquanto patrões seguem lucrando às custas do nosso adoecimento e exaustão.

O governo fala em reduzir a jornada, mas mantém intacta a reforma trabalhista que legalizou o trabalho intermitente, ampliou terceirizações e abriu caminho para formas precárias de contratação. Enquanto existirem regimes paralelos à CLT, milhões de trabalhadores seguirão sem direitos e sem limite real de jornada. Por isso exigimos:

  • Revogação da reforma trabalhista          
  • Não à pejotização
  • Fim do trabalho intermitente
  • Engavetamento do PL152 e outros projetos de precarização