Começa hoje a etapa mais delicada da segunda fase da avaliação de desempenho dos técnico-administrativos da USP. Como o SINTUSP já denunciou, essa avaliação não vem acompanhada de progressão na carreira, não resolve a falta de pessoal, não enfrenta o assédio moral e não recupera as perdas salariais. Ela serve para a Reitoria lavar a própria cara, transformando problemas estruturais da Universidade em metas e culpas individuais.
Diante disso, nossa orientação é clara: participar sem entrar na lógica da competição e da punição. Paz entre nós, guerra aos burocratas.
17 e 18/09 — Indicação dos pares
- Indique colegas com quem você tem convivência real de trabalho. Quem conhece sua rotina sabe o que você enfrenta: falta de pessoal, acúmulo de funções, equipamentos precários.
- Não deixe de indicar. A ausência de indicação pode abrir espaço para que a escolha seja feita por cima, sem sua participação.
21 a 25/09 — Autoavaliação
- Faça a autoavaliação mais generosa possível. Reconheça seu esforço, sua experiência e as tarefas que você absorveu além da sua função. Modéstia, aqui, só serve à Reitoria.
Quem deve ser avaliada é a Reitoria pelas condições de trabalho que impõe, pelo assédio que permite, pelo arrocho salarial que mantém e pela sobrecarga que faz recair sobre a categoria.
Afinal, quem avalia a USP?

