Em nova rodada de negociação entre o Sintusp e a Copert, pautamos novamente o acordo de final de greve no que diz respeito à não compensação das pontes de feriado, que em 2027 corresponderá a pelo menos 40 horas (!!!).
Em resposta à solicitação do sindicato para uma reunião com os representantes da reitoria que participaram da negociação do acordo de final de greve foi nos informado que o chefe de gabinete, Prof. Edimilson, inicialmente cogitou atender o pedido, mas retrocedeu diante das últimas publicações do sindicato, pois repetiria o que já nos foi dito e, assim, a administração optou pela nota publicada no Jornal da USP.
Sobre nossa solicitação de vistas à Nota Técnica da Procuradoria Geral da USP a respeito da concessão das pontes, novamente nos negaram o acesso, limitando-se a dizer que seu conteúdo estava expresso na publicação do Jornal da USP.
Sobre o parecer vazado que publicamos no Boletim 49, foi dado uma longa e pouco convincente explicação de que se tratava apenas de uma minuta sem valor institucional (embora não estivesse em formato de minuta, pois já contava com data, número de processo, etc., é preciso observar) com a opinião de um procurador e não um parecer oficial e que a posição tomada pela reitoria se tratava de uma decisão “técnico-política”. Mesmo diante da revolta dos nossos representantes pelo rompimento unilateral da reitoria dos termos acordados, não houve avanço, embora fique evidente que há uma ENORME má vontade da gestão de Aluísio Segurado em seguir os compromissos firmados e um malabarismo retórico dos seus representantes para negar demandas legítimas e justas.
Novamente a procuradoria, ao tomar posições políticas subjetivas e não técnicas, alega inseguranças jurídicas, sem dizer porquê ou quais, ou ainda explicar a razão pela qual na USP há preocupações jurídicas das mais bizarras possíveis na USP e a Unicamp e outros setores do funcionalismo não são acometidos pelo mesmo mal.
Isso confirma o que temos denunciado: A REITORIA NÃO QUER CUMPRIR O QUE ASSINOU. Não há outro nome para isso, se não desonestidade.
Sobre outros temas, em relação ao transporte entre quadrilátero da saúde, direito e a liberação da catraca nos trajetos internos da USP para que as trabalhadoras terceirizadas possam usar o Circular, foi nos informado brevemente que isso está sendo discutido com a SPTrans no novo contrato e que o custo seria na ordem de 17 milhões de reais, quase nada comparado com os 8 bilhões em caixa ou com os quase meio bilhão gastos com a gratificação. Sobre a GACE/GACED ainda não há números oficiais a respeito de inscritos e valores. A inscrição para os docentes que pleiteiam a gratificação encerrou na primeira semana de agosto e extraoficialmente foi dito que algo em torno de 95% dos docentes aptos devem ter se inscrito, mas não há resultado do processo de avaliação dos projetos e contemplados.
Sobre a proposta de Trabalho Híbrido que protocolamos no dia 07/08, responderam que estão estudando a proposta, limitando-se a informar que cláusulas econômicas como a redução da jornada, não são tratadas na Copert.
Como dessa reitoria não devemos esperar nada, uma vez que sequer cumprem o que assinaram, informes extraoficiais, sem números ou valores devem ser vistos com enorme desconfiança pela categoria. Reafirmamos que somente nossa força e mobilização pode impor o que é justo para que nós, funcionários, não sejamos meras engrenagens nas mãos de reitores autoritários e descompromissados.
Todas e todos à Assembleia Geral no dia 25/08 às 12h30
Presencial no Sintusp e on-line pelo Zoom (para receber o link se inscreva em https://zoom.us/meeting/register/sPsA8KunRAyQGwUnpAKpMQ )
