Categoria aprova intensificar a mobilização e indicativo de paralisação para 07/08

Para nós, a palavra é uma só e não faz curva! A luta continua até que todo o acordo de greve seja cumprido

A assembleia dos trabalhadores da USP realizada no dia 7 de julho avaliou que a mobilização construída nas últimas semanas foi fundamental para denunciar a tentativa da Reitoria de descumprir parte do acordo conquistado com a forte greve de abril. A categoria reafirmou que não aceitará nenhum retrocesso e aprovou novos encaminhamentos para ampliar a organização nas unidades.

No Conselho Universitário (CO), o chefe de gabinete da Reitoria afirmou que a administração não teria descumprido o acordo de final de greve porque teria se comprometido apenas a estudar a questão, e não a conceder o abono das horas das pontes de feriado e do recesso. No entanto, a própria leitura do acordo durante a sessão desmentiu esse argumento ao registrar que a Reitoria deveria “estudar e propor a formalização juridica de mecanismo que permitao abono das horas não trabalhadas em periodos de “pontes” de feriados e recesso de final de ano”, deixando claro que o estudo dizia respeito apenas ao instrumento jurídico para viabilizar uma medida já acordada.

A tentativa de transformar um compromisso de implementação em uma simples promessa de discussão representa uma manobra para justificar o descumprimento parcial do acordo de greve. O que a categoria conquistou foi o abono das horas das pontes e do recesso, e não uma nova negociação sobre esse direito. A Reitoria assinou o acordo e deve cumprir integralmente o compromisso assumido com os trabalhadores.

As horas de ponte e recesso significa mais exploração

A assembleia também reafirmou que a política de banco de horas vem sendo utilizada pela Reitoria para esconder um problema que se agrava há anos: a falta de contratação de servidores.

Em vez de realizar concursos e recompor os quadros de funcionários, a universidade transfere para quem já trabalha o peso da falta de pessoal. O resultado é o aumento das jornadas, da sobrecarga, do adoecimento e da precarização das condições de trabalho.

Nossa luta contra a compensação das horas das pontes de feriado e do recesso também é uma luta por mais contratações, melhores condições de trabalho e pela redução da sobrecarga em todos os setores da USP.

A campanha pela isonomia continua

A assembleia destacou que a campanha pela isonomia permanece em curso. Ela faz parte de uma campanha mais ampla em defesa da Isonomia, na qual a Greve foi o seu ápice.

A greve arrancou diversas conquistas da Reitoria. Enquanto qualquer uma delas permanecer sem cumprimento, nossa mobilização continuará. Não aceitaremos que a administração escolha quais pontos irá cumprir e quais pretende deixar pelo caminho.

A campanha só termina quando todos os compromissos assumidos pela Reitoria forem efetivamente cumpridos.

Fortalecer a mobilização nas unidades

Para ampliar a pressão sobre a administração da USP, a assembleia aprovou um calendário de mobilização que inclui:

  • organizar para julho um material informativo de esclarecimento
  • realização de panfletagens nas unidades;
  • reuniões de organização e construção da unidade entre os trabalhadores;
  • passagens nos locais de trabalho para dialogar com a categoria e esclarecer os ataques da Reitoria ao acordo de final greve.

A avaliação da assembleia foi de que somente com informação, organização e participação será possível impedir novos retrocessos.

INDICATIVO DE PARALISAÇÃO APROVADO

A assembleia aprovou indicativo de paralisação para o dia 7 de agosto, data da próxima reunião da COPERT.

O objetivo é pressionar a Reitoria a cumprir integralmente o acordo firmado com a categoria e demonstrar que os trabalhadores permanecem mobilizados.

A greve mostrou que a USP só reconhece os direitos dos trabalhadores quando encontra uma categoria organizada e disposta a lutar. Foi assim que conquistamos avanços e será assim que garantiremos que nenhum deles seja retirado.