Infelizmente, a precarização do trabalho mata e silencia vários trabalhadores em nossa sociedade capitalista, patriarcal, machista e fascista. Temos presenciado os crescentes casos de agressões físicas e morais principalmente às mulheres, sendo elas cis, trans, e/ou LGBTQIA+ que compõe nossa categoria no ambiente de trabalho. Além da exploração da mão de obra, em sua grande maioria fica evidenciado o aumento das péssimas condições dos postos de trabalho, a falta de respaldo para a proteção do trabalhador, principalmente para as mulheres, visto que são sempre em maior número atingidas, humilhadas, subjugadas, constrangidas, destituídas de seus postos de trabalho, sem qualquer política interna da empresa que possa realmente garantir sua condição de trabalho de forma digna e humana. A de se destacar também, a falta das Políticas Públicas para diferentes grupos, bem como; pessoas trans, prejudicando não somente os próprios colaboradores, e sim, a sociedade civil, incluindo os movimentos sociais e a própria classe trabalhadora como um todo. Muitas vezes estas mulheres se calam para manter seus serviços, sua renda, o sustento familiar, destacando que muitas são arrimo de família. Nesse sentido, vimos aqui contar um pouco da história vivida por uma trabalhadora trans.

Nas últimas semanas, ela mulher trans e ativista, foi brutalmente expulsa de seu posto de trabalho. Contratada para uma determinada função em uma determinada empresa terceirizada, mas inicialmente usada como “símbolo de inclusão” pela empresa terceirizada, no entanto, foi vítima de uma perseguição desumana e transfóbica.

O que aconteceu nas dependências da USP?

Até quando vamos aceitar essas políticas de discriminação?

-Proibida de existir: Teve seu direito de usar o banheiro feminino negado aos gritos.

-Fome e humilhação: Foi impedida de usar a copa, teve suas marmitas jogadas no lixo e há suspeitas de que sua comida foi adulterada com sedativos.

-Criminalização: Foi falsamente acusada de roubo repetidas vezes para forçar sua demissão.

-Violência e Omissão: Sofreu humilhações públicas, cadeiras arremessadas e agressões verbais, enquanto a empresa e a supervisão apenas assistiam e ignoravam seus pedidos de socorro.

Ela precisou se silenciar para tentar manter seu emprego. E, mesmo adoecida, foi demitida sumariamente antes de completar o prazo de experiência, em um processo de fritura e assédio moral que já corria em diferentes espaços. (relato de uma trabalhadora que não quer se identificar).

Você viu algo? Presenciou as agressões?

“VAMOS DAR UM BASTA!”

“DIGA NÃ A VIOLÊNCIA DE GÊNERO!”

“NÃO COMPACTUE COM ESTE CRIME!”

DENUNCIE!!

               “NÃO SE CALE!”

Todos contra a precarização e a violência nos locais de trabalho!

O Projeto de Lei 717/25 criminaliza a transfobia, que é definida como a conduta discriminatória, ofensiva, vexatória ou violenta contra pessoas transgênero ou travestis. Entre as ações vistas como discriminatórias estão:

-ofensas verbais ou escritas de cunho discriminatório;

-discriminação no acesso a serviços públicos ou privados;

-exclusão de espaços educacionais, profissionais ou sociais;

-incitação ao ódio ou violência contra pessoas transgênero; e

-agressões físicas ou psicológicas motivadas por identidade de gênero.

Texto produzido em conjunto: SINTUSP, DCE, AMORCRUSP e integrantes da Coletiva Xica Manicongo