
A indignação que tomou conta das(os) funcionárias(os), desde que a reitoria anunciou a gratificação apenas para os docentes, ganhou força! Isso foi a gota d’água que fez transbordar o balde de indignações pela desvalorização dos nossos trabalhos. Demonstramos que não aceitaremos ser tratados como cidadãos de segunda classe!
Nos últimos dias, realizamos dezenas de reuniões de unidade, todas elas com participação expressiva, e a aprovação da greve foi amplamente majoritária. Com esse sentimento de injustiça pela quebra da isonomia, lotamos o auditório Milton Santos, no prédio da História e Geografia, e ainda tivemos lotação quase máxima no Zoom.
Recebemos saudações de estudantes e de apoiadores de outras categorias, como professores municipais e metroviários, bem como da deputada estadual Mônica Seixas, além do envio de uma saudação da deputada federal Sâmia Bonfim. Essas saudações mostram a importância de unificarmos a luta contra os ataques tanto da reitoria quanto dos governos.
Após as falas que, em conjunto, destacaram a força da mobilização e a importância da luta, fizemos uma bela votação e, pela unanimidade dos presentes no auditório, com algumas poucas abstenções e votos contrários entre os que estavam on-line, aprovamos a greve por tempo indeterminado a partir de 3ª feira 14/4! Agora é construir a greve nas unidades e irmos para a luta!
Greve tem como eixos iniciais a isonomia, o salário e a unidade com estudantes e terceirizados
A partir da discussão dos eixos da greve feita no Comando de Mobilização no dia anterior, aprovamos também as reivindicações centrais da nossa luta. Foram elas:
• Luta por isonomia! Por um valor fixo de R$ 1.600,00 incorporado ao salário, que representa a divisão do montante destinado à gratificação aprovada para os docentes.
• Abono das horas de ponte e de recesso!
• Reajuste salarial de cerca de 14% para repor perdas desde 2012, bem como o conjunto da pauta unificada com a Unesp e a Unicamp.
• Apoio às demandas estudantis por permanência (reajuste de bolsas e condições de estudo) e pela autonomia dos espaços estudantis.
• Pelo BUSP e contra a escala 6×1 para os terceirizados.
Conforme explicado na assembleia, esses foram os eixos consensuais que surgiram nas dezenas de reuniões de unidade, expressando as demandas que motivaram o conjunto da categoria a se mobilizar. No entanto, no Comando de Greve e na próxima assembleia, discutiremos a possibilidade de inclusão de outras pautas. Algumas já surgiram nas reuniões de unidade e na própria assembleia, como contratações, teletrabalho, democratização da universidade, VR fixo, entre outras.
Exigimos negociação já!
Aprovamos, na assembleia, protocolar de imediato uma solicitação de reunião de negociação com a reitoria sobre as pautas inicialmente aprovadas da greve. O sindicato já encaminhou um ofício, tanto informando a reitoria sobre a deliberação de greve quanto exigindo a abertura imediata de negociação.
