A terceirização na USP tem deixado um rastro de precarização e vulnerabilidade sobre as trabalhadoras e trabalhadores terceirizados na USP. Não bastasse o assédio moral e a sobrecarga de trabalho, além dos baixíssimos salários, atrasos de direitos e até situações de risco de acidentes de trabalho dado os desvios de função ou ausência de proteção adequada, as demissões injustas e arbitrárias deixam mães e pais de família sem seu sustento, desempregados depois de darem anos de suas vidas para manter a USP funcionando.
Na Faculdade de Odontologia da USP a situação chegou ao limite. Como se não bastasse toda a precarização do trabalho, o descumprimento até mesmo do mínimo previsto no contrato da empresa e a transferência autoritária e punitiva de uma companheira que trabalhou por mais de uma década anos na FOUSP, a empresa Interativa DEMITIU ontem um dos limpadores de vidro, com mais de doze anos de trabalho na Faculdade. Isso com a conivência da direção da Faculdade.
Agora, a empresa quer que apenas 1 trabalhador dê conta de limpar sozinho todos os vidros da faculdade e da clínica, portas e janelas dos 9 pavilhões da faculdade! Isso é um absurdo inaceitável!
Além disso, para manter seus lucros, as empresas terceirizadas reduzem o quadro ao limite levando os trabalhadores à exaustão e colocando em risco o funcionamento com qualidade de uma unidade de saúde.
A DIREÇÃO DA FOUSP E A REITORIA TAMBÉM SÃO RESPONSÁVEIS!
A Direção da FOUSP e a Reitoria da USP lavam as mãos diante da exploração enfrentada pelas trabalhadoras. Ao fazerem avançar a terceirização e com isso a maior precariedade das condições de trabalho, permitem que empresas como a Interativa lucre precarizando vidas, rasgando direitos, demitindo e perseguindo quem se posiciona em defesa das trabalhadoras.
Por isso, exigimos:
A readmissão imediata do trabalhador da limpeza de vidro demitido injustamente. Nenhum trabalhador na rua!
Além disso, nenhuma punição e perseguição às trabalhadoras terceirizadas e nem sobre aqueles que lutam em defesa dessas trabalhadoras e o fim das transferências arbitrárias e punitivas com o retorno da companheira terceirizada injustamente transferida.
Essa luta é também dos trabalhadores efetivos!
Essa é a verdadeira cara da terceirização: um modelo de superexploração que se repete diariamente em todas as unidades da USP e por todo o Brasil. Para derrotar esses abusos, precisamos unir a força dos terceirizados, dos trabalhadores efetivos e dos estudantes em uma só luta contra a terceirização, com a efetivação de todos os terceirizados sem a necessidade de concurso público!
TODO APOIO À LUTA DAS TRABALHADORAS TERCEIRIZADAS DA LIMPEZA!
