Greve vitoriosa! Luta de classes demonstra cada vez mais a participação feminina na política dentro e fora da USP
TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ALCANÇARAM GRANDES CONQUISTAS COM A GREVE!
Toda categoria avança quando saímos vitoriosos de uma greve massiva em um curto espaço de tempo. Uma greve que nasceu da indignação de todos os servidores técnicos administrativos ganhando forma e força que há muito não víamos.

Greve esta, encerrada com o compromisso da REItoria em atender as pautas levadas à discussão, que foram aprovadas (“gratificação a todos os servidores técnicos administrativos assim como foi apresentada aos docentes, mantendo a isonomia; não pagamento das horas de recesso, pontes e feriados; linha de ônibus gratuito para atender aos trabalhadores das empresas terceirizadas – à princípio a proposta seria o BUSP, e o comprometimento de agendamento de reunião com os alunos para negociar o avanço das suas pautas sendo: melhoria nas condições dos bandejões, Permanência Estudantil com o aumento dos benefícios financeiros, e a garantia de não retirar os espaços estudantis administrados por eles).

Mais um momento histórico em que os trabalhadores e estudantes conseguiram se unificar em prol de suas pautas específicas com tamanha prontidão.
E para além disso, destacamos a atuação das trabalhadoras da USP nos movimentos de greve com “mulheres” cada vez mais politizadas, guerreiras e incansáveis, inseridas e atuantes nos diferentes espaços políticos, inclusive dentro do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (SINTUSP).

Sindicato que historicamente desde sua fundação, enquanto organização, reconhece e defende a luta dos interesses econômicos e sociais em nossa sociedade capitalista contemporânea, inclui toda e qualquer categoria de classe trabalhadora, bem como, todas as “mulheres” que também caminham lado a lado para combater toda forma de dominação imperialista, fascismo, opressão, “violência de gênero”, assédio moral e sexual não só nos espaços internos da universidade, e fora deles, visto que além de ser um sindicato classista e democrático, é reconhecido internacionalmente.
Nesse sentido, destacamos que os membros da Direção Colegiada e Conselheiros de Base (CDB) do SINTUSP tem a missão de apresentar à classe trabalhadora sua importância, demonstrando também o aumento de “representatividade feminina” em diferentes espaços tais como; Comissões, Departamentos, Secretarias, Fóruns, Congressos, Assembleias, Simpósios, Seminários, Conferências, debates, encontros, mesas-redondas, dentre outros, demonstrando que além de apoiarmos estas “trabalhadoras e militantes”, evidenciamos cada vez mais sua importância e competência em gerir ideias e avançar em todas e quaisquer lutas, além de expressar nossa admiração e respeito, reafirmando o compromisso de tratá-las de forma igualitária, mesmo existindo divergências políticas, visto que o respeito à “mulher” deve ser sempre lembrado enquanto compromisso da base, da categoria, da classe trabalhadora e da sociedade como um todo, estimulando cada vez mais sua participação na política.

Assim sendo, é necessário repudiar veementemente toda forma de desrespeito e opressão a estas guerreiras que compõem toda classe trabalhadora, a categoria dos funcionários técnicos administrativos e o SINTUSP, tendo em vista que, participam ativamente da militância e socializam seus conhecimentos adquiridos dentro e fora da base.
Deste modo, é feito um chamado a toda categoria para que seja realizada uma autoanálise, pensando e repensando na forma a qual estamos lidando com as questões políticas que envolvam todas as categorias, a classe trabalhadora, e as “questões de gênero”, tão debatidas em todos os fóruns, rumo à continuidade do respeito a todos os trabalhadores, sem distinção, inclusive às “mulheres”.
RAFAEL GOMES DE ABREU, PRESENTE!
TRABALHADOR TERCEIRIZADO
FALECEU SOTERRADO NA ESALQ 16/04/2026
