O SINTUSP, Sindicato dos Trabalhadores da USP, manifesta seu mais veemente repúdio à repressão contra os trabalhadores do metrô de Buenos Aires e à prisão dos representantes sindicais Claudio Dellecarbonara e Facundo Heredia, nesta terça-feira, 20 de outubro. Os companheiros foram detidos pela Polícia da Cidade de Buenos Aires durante uma mobilização em defesa de um trabalhador suspenso pela empresa, em um conflito que também envolve denúncias de terceirização dos serviços de manutenção.

Não se trata de um episódio isolado, mas de uma ofensiva para intimidar a classe trabalhadora e impedir sua resistência. A extrema direita quer impor retirada de direitos, precarização e entrega dos serviços públicos aos empresários. Quando os trabalhadores se organizam para enfrentar esses ataques, responde com violência e criminalização. A prisão de representantes sindicais por defenderem seus companheiros é inaceitável!


O governo de extrema direita de Javier Milei, títere dos interesses do imperialismo estadunidense, representa esse projeto de exploração e repressão. Seu alinhamento com Trump e com o bolsonarismo expressa uma aliança contra os povos e os direitos da classe trabalhadora. Por trás do discurso de “liberdade”, está a liberdade dos patrões para explorar e a repressão contra quem luta.


Esse é também o projeto do bolsonarismo no Brasil: privatizações, ataques aos serviços públicos e repressão para tentar dobrar a resistência dos trabalhadores e da juventude. Não podemos permitir que esse programa avance! A luta dos trabalhadores argentinos é também a nossa luta.


Exigimos a libertação imediata de todos companheiros presos, o fim da perseguição aos representantes sindicais e trabalhadores e o pleno respeito ao direito de organização, manifestação e greve.


Toda solidariedade aos trabalhadores do metrô de Buenos Aires!
Abaixo a repressão e a criminalização das lutas!
Lutar não é crime!
Pela unidade internacional da classe trabalhadora contra a extrema direita e os ataques dos patrões!