A Assembleia Geral, realizada nessa sexta-feira (29/5), avaliou a situação da Campanha Salarial unificada, com especial atenção à Greve estudantil da USP, que já dura 50 dias e enfrenta uma grande intransigência do reitor Segurado.

O sentimento de unidade com os estudantes, que foi muito potente durante a nossa greve realizada em abril (e que teve conquistas importantes como a Gratificação para todos os funcionários no mesmo momento em que for paga a dos docentes, bem como o compromisso do Abono das horas de ponte e recesso e também acerca do transporte circular pras terceirizadas), prevalece com muita força.  Nesse sentido, a maior parte das falas na Assembleia apontaram pra necessidade de cercarmos os estudantes com toda a solidariedade possível neste momento em que a Greve estudantil está em uma fase decisiva.

Ao mesmo tempo, avaliamos também o cenário da Campanha Salarial, especialmente em face dos informes da derrota da reitoria da Unicamp no Conselho Universitário que votaria o reajuste de 3,41%, e a greve já existente dos três setores na própria Unicamp e em alguns campi da Unesp.

Com base nessas considerações, ao final a Assembleia votou por quase unanimidade a manutenção do Indicativo de Greve, com a realização de reuniões nas unidades para avaliação sobre a possibilidade de entrar em Greve no próximo período.

Votamos ainda realizar um Dia de Paralisação com Ato Unificado na reitoria da USP em defesa das pautas do movimento estudantil, e especialmente contra qualquer punição aos estudantes em luta. Indicamos realizar essa paralisação no próximo dia 10 de junho, e levaremos essa data pra ser discutida com os estudantes. Vamos convidar todas as entidades parceiras do Fórum das Seis, a nossa central, a CSP-Conlutas, bem como todas as entidades, movimentos sociais, parlamentares, intelectuais que defendam a luta legítima dos estudantes!