Com a inflação superior a 4% nos últimos doze meses (IPCA até março) e a perda do nosso poder de compra desde 2012, fruto das políticas de arrocho salarial das reitorias, acumulamos pelo menos 15,97% de defasagem salarial.
Com isso, a cada dia vemos nosso poder de compra diminuir e as reitorias tratarem a ascensão nas carreiras ou medidas precárias como gratificações como mecanismos para substituir a justa luta por reajuste salarial, para que nosso poder de compra não seja corroído pela inflação. Por isso, a proposta do Cruesp não é apenas insuficiente, mas um escárnio com os nossos direitos!
Fizemos uma greve fortíssima que impôs uma derrota à reitoria em relação à gratificação dos funcionários. Mas para que essa vitória se mantenha, não podemos ter nossos salários corroídos!
Na reunião com os reitores, o lado de lá partiu propondo somente 2% de reajuste. Um enorme disparate que foi respondido com muita indignação pelo Fórum das Seis, o que fez com que retrocedessem e colocassem a proposta de 3,47% (a partir da inflação medida pelo IPC-FIPE). Toda vez os reitores pedem prudência às massas trabalhadoras. Sempre nos oferecem medidas conservadoras e reacionárias em nome da prudência. Mas gastam milhões em compras de prédios e reformas suntuosas, enquanto os locais de trabalho e de estudo da maioria da comunidade universitária apresentam problemas.
Alertamos: Não é prudente não ouvir os trabalhadores e estudantes. Nossa indignação não ficará restrita às falas acaloradas em reuniões de negociação. Nossa força vai ser ouvida nas lutas!
Por isso, o Fórum das Seis indica para as assembleias:
Paralisação na 2ªfeira (11/5), com novo ato em frente à reitoria da Unesp, na Praça da República; Avaliação de pertinência ou não de contraproposta; Indicativo de greve.
