Na última semana, houve eleição para a CCRH. Como sabemos, esses organismos institucionais são essencialmente antidemocráticos, pois têm maioria de membros da administração. Na CCRH, são cinco membros da Reitoria e três representantes eleitos. Já não bastasse isso, as últimas gestões ignoraram essa comissão, praticamente não convocaram reuniões, e as principais questões foram definidas diretamente pela Reitoria.
Na eleição, as três companheiras indicadas pela nossa Assembleia ficaram como suplentes. Já aprovamos alguns eixos importantes, como a luta por uma carreira com previsibilidade e critérios objetivos, o Adicional por Qualificação e Reconhecido Saber, uma política de mobilidade e a discussão sobre o trabalho híbrido. De todo modo, o fundamental é fortalecermos nossa organização, como as reuniões de unidades, o nosso Conselho Diretor de Base e as assembleias, para, a partir disso, construirmos planos de luta e conquistarmos avanços.
Os membros eleitos enviaram um e-mail às representantes cujo mandato se finalizou, solicitando uma reunião de transição. Ainda que o e-mail fosse nominal, como elas estão atualmente na diretoria do sindicato, entendemos ser importante uma resposta conjunta. Com base no fato de que praticamente não ocorreram reuniões no mandato anterior, encaminhamos uma resposta que reproduzimos abaixo. De maneira geral, esperamos que os colegas eleitos como titulares considerem a legitimidade dos nossos espaços coletivos de discussão e deliberação, como as assembleias, o que fortalece a categoria. Abaixo, a resposta que encaminhamos:
Prezadas (os)
Conforme já foi informado e, inclusive, denunciado em boletins do sindicato, as últimas gestões reitorais não estabeleceram um funcionamento regular da CCRH. Questões relevantes como o último processo de avaliação e progressão da carreira, por exemplo, sequer foram debatidos nesta comissão, pois a gestão Carlotti elaborou o projeto diretamente com uma empresa, e somente informou a representação sobre como ele seria aplicado. Como expressão dessa política reitoral, houve apenas duas reuniões da Comissão durante o período do mandato anterior das representantes. Encaminhamos as atas para conhecimento.
Quanto aos temas a serem desenvolvidos, conforme também informados nos boletins do sindicato, aprovamos em assembleia alguns eixos principais, como um novo projeto de carreira baseado em critérios objetivos, o Adicional por Qualificação e Reconhecido Saber, a política de transferências e a implementação do trabalho híbrido. Entendemos que a definição destas e de outras pautas a serem pautadas nos colegiados e nos espaços de negociação devem sempre ser submetidas e aprovadas nos fóruns legítimos da categoria, especialmente as assembleias, as quais são democráticas e abertas à participação de toda a categoria, inclusive das (dos) agora eleitas (os) como representantes na CCRH, aos quais caberá decidir se a sua representação será pautada nas deliberações coletivas da categoria a partir dos seus fóruns constituídos ou não.
Nesse sentido, sendo o que cabe informar, não nos parece necessário a realização de uma reunião.
