Assembleia indica 3 nomes para CCRH: No dia 12/03 VOTE: Solange, Julieta e Rosa!

No dia 24/2, realizamos uma assembleia geral da categoria para indicação de três nomes que serão apoiados pelo sindicato para a eleição de representantes de funcionárias (os) junto à CCRH (Comissão Central de Recursos Humanos). O edital da eleição estabeleceu prazos curtos para inscrição campanha, por isso realizamos essa assembleia rapidamente.

No início da assembleia, fizemos uma contextualização sobre o esvaziamento que as últimas gestões reitorais promoveram nessa comissão. Na última gestão, por exemplo, ocorreram apenas duas reuniões. A principal iniciativa da reitoria nesse período, que foi o processo de avaliação e de progressão funcional, foi definida por fora da CCRH. Como sabemos, a reitoria anterior decidiu fazer isso através de uma empresa contratada pra desenhar o projeto, e não discutiu isso em nenhum momento com a categoria.

Além disso, também relembramos que a composição da CCRH estabelece que tem 3 docentes indicados pelo reitor, além do coordenador da Codage e do presidente do DRH, e 3 representantes de funcionárias (os). Ou seja, a reitoria tem maioria. Isso reforça a importância de elegermos representantes comprometidos com as demandas coletivas da categoria, que respeitem as deliberações dos nossos fóruns, como as assembleias. Além disso, temos que fortalecer nossa organização para lutarmos pelas nossas reivindicações. Ao final, a assembleia aprovou a indicação de 3 nomes para concorrer à CCRH:

  • Solange Conceição Lopes – trabalhadora do restaurante universitário e diretora do Sintusp
  • Maria Julieta da Conceição – trabalhadora do IQ de São Carlos
  • Rosa Maria Cerdeira Barros – trabalhadora da FCF do campus Butantã

Além da indicação dos nomes, também aprovamos eixos gerais para a campanha das 3 companheiras, que reforçam demandas importantes da categoria.

Em primeiro lugar, defendemos uma carreira que seja amplamente discutida com a categoria, e que possua critérios objetivos de avaliação, sem limitação orçamentária prévia, de modo que todos os que atinjam os critérios previamente definidos possam progredir, sem competição entre os colegas. Nesse sentido, seguimos denunciando o mecanismo de avaliação criado pela gestão Carlotti, pois além da subjetividade dos critérios, entendemos que uma avaliação que não esteja ligada à progressão poderá ser usada para eventual punição dos trabalhadores.

Vamos defender a implementação do Adicional de Incentivo à Qualificação e Reconhecido Saber, que apresentamos no ano passado na Copert e não houve resposta da então gestão reitoral. O atual reitor prometeu implementar isso durante a campanha, e exigiremos que ocorram discussões sobre o projeto final a ser implementado.

Também defendemos uma política de mobilidade para as (os) funcionárias (os), com a facilitação de transferências, seja com a reedição de políticas como o Renova e o Banco de Oportunidades, ou com novas políticas nessa direção.

E vamos defender ainda a abertura de discussão sobre o Trabalho Híbrido, visando sua implementação e regulamentação a partir dos parâmetros que a categoria vier a definir em nossas assembleias.