Desde abril de 2025, os bombeiros civis terceirizados pela empresa Previni Comércio e Sistemas Eletrônicos LTDA, que atuam na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), vêm enfrentando sucessivos atrasos no pagamento de salários e benefícios. O que já era grave tornou-se ainda mais crítico no mês de junho, quando o salário mensal foi pago com atraso superior a 20 dias, aprofundando a insegurança financeira e emocional desses trabalhadores.

Atualmente, 18 trabalhadores encontram-se diretamente afetados. O décimo terceiro salário e os benefícios foram pagos apenas no dia 03 de janeiro, já com 15 dias de atraso. O salário que deveria ter sido depositado no dia 07 de janeiro, até o presente momento, não foi pago, configurando mais um descumprimento contratual e um desrespeito inaceitável aos trabalhadores.

Importante colocar que esta não é a primeira vez que isso acontece na FMUSP com a contratação dos bombeiros. A empresa anterior “faliu” e, após 3 anos, os trabalhadores ainda não receberam os seus direitos trabalhistas.

Esses profissionais exercem uma função essencial para a segurança da comunidade da FMUSP e, ainda assim, são submetidos a uma situação de extrema precariedade, sem garantias mínimas de regularidade salarial. A reiterada inadimplência da empresa evidencia, mais uma vez, como a terceirização tem servido como instrumento de transferência de responsabilidades, fragilização de direitos trabalhistas e precarização das condições de trabalho dentro da universidade pública.

Reafirmamos nossa posição contrária à terceirização e a todas as formas de precarização do trabalho na USP. A universidade não pode seguir compactuando com empresas que sistematicamente desrespeitam direitos básicos, nem se eximir de sua responsabilidade social enquanto tomadora de serviços. É inaceitável que trabalhadores sigam arcando com o ônus de um modelo que prioriza contratos e economia de custos em detrimento da dignidade humana. Exigimos que a reitoria pague os salários e as multas devidas aos trabalhadores da Previni ao invés de repassar valores para uma empresa que não cumpre com suas obrigações.

Seguiremos denunciando essa situação, exigindo providências imediatas, a regularização integral dos pagamentos devidos. A Reitoria da USP é responsável por essa situação absurda que se repete todos os meses com diversas empresas terceirizadas. Por isso, defendemos o fim da terceirização e a imediata efetivação de todos os trabalhadores terceirizados que hoje atuam na universidade e que comprovam na prática que estão aptos ao trabalho. Basta de terceirização e precarização do trabalho!