🗓️ Quando: 5 de março às 17h

📍 Local: Sede da OAB: rua Maria Paula, 35, Bela Vista, São Paulo

💥 Moradores do Moinho, a última favela do centro de São Paulo que está na fase final de remoção, lançam em 5 de março uma campanha pública pela liberdade de Alessandra Moja, liderança comunitária presa desde o último 8 de setembro. O lançamento será em uma Audiência Pública na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo. O evento sobre as violações de direitos e a criminalização da Favela do Moinho está marcado para as 17h e é aberto ao público e à imprensa. As inscrições podem ser feitas aqui.

Reivindicando também a integridade física e psíquica de Alessandra, detida após ser torturada em sua casa, a campanha “Alê livre” é organizada por 40 entidades, entre as quais a Associação de Moradores e o Comitê em Defesa da Favela do Moinho, além de figuras públicas e professores, tais como o jurista Jorge Souto Maior, Débora Maria das Mães de Maio e a pesquisadora Raquel Rolnik.

Além da prisão de Alessandra Moja e de outros 10 moradores – dos quais apenas dois foram libertos – a comunidade denunciará na Audiência o assassinato, pela Polícia Militar, do morador Felipe Petta. Conhecido na comunidade como Pôde, o jovem foi morto a tiros dentro de sua casa no Moinho em 19 de dezembro. Contestando a versão policial de “confronto”, os moradores atestam que o jovem, já ameaçado por policiais, foi executado.

Atualmente sob escombros produzidos pelas demolições levadas a cabo pela CDHU do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Favela do Moinho abriga ainda cerca de 80 famílias e segue sendo alvo de constantes operações policiais. Das cerca de 800 famílias removidas, poucas foram encaminhadas para moradias definitivas. Espalhadas pelas periferias da capital ou em cidades próximas, a maioria está com bolsa aluguel e destino incerto.