Na última sexta (9/1), ocorreu a cerimônia de posse da nova gestão da Diretoria Colegiada do Sintusp, que foi eleita em novembro passado. A nova gestão assumiu oficialmente desde o dia 1º de janeiro de 2026, e estará à frente da entidade até 31 de dezembro de 2028.

A Diretoria eleita formou a Chapa Sempre na Luta: Lutadores e Piqueteiros, e tem na sua composição várias companheiras e companheiros que se comprometeram a seguirem a tradição de luta, combatividade, independência em relação aos patrões e governos e de defesa da democracia dos trabalhadores (isto é, o fortalecimento dos nossos espaços de organização como reuniões de unidade, assembleias, comandos de mobilização e de greve, dentre outros) que fazem parte da história do Sintusp.

A cerimônia contou com convidados muito importantes, grandes parceiras e parceiros do nosso sindicato. Tivemos a participação da nossa central, a CSP-Conlutas, do movimento Luta Popular e das entidades do Fórum das Seis (Sintunesp, STU, Adunesp e Adunicamp mandaram representantes, e Adusp encaminhou saudação). Essas parcerias serão fundamentais para enfrentarmos os desafios que virão.

As várias falas ao longo da cerimônia de posse destacaram os complexos desafios que a conjuntura nos coloca, tanto no âmbito local quanto nacional e internacional.

Nas questões mais imediatas da categoria, temos uma nova gestão reitoral, que conforme vimos durante o período de “eleição” pra reitor, expressa a continuidade de projetos privatistas de universidade. Teremos um cenário de mudanças no financiamento das universidades que podem representar riscos de cortes de verbas, que certamente seriam revertidos em pioras nas nossas condições de trabalho e de salário. Portanto serão anos que teremos que fortalecer ainda mais o nosso sindicato para lutarmos por melhores salários, carreira, condições de trabalho, contratações, enfim, uma série de pautas importantes pra categoria.

Mas não separado dos desafios locais, estamos diante de um mundo em chamas. O ano já iniciou com a intervenção dos EUA na Venezuela, dessa vez sem nenhum disfarce, com Trump falando abertamente que quer mesmo o petróleo. Essa ação é parte de uma ofensiva imperialista que se liga a iniciativas cada vez mais armamentistas nas grandes potências. No sentido político, a extrema direita segue se articulando e buscando assumir o poder em mais países. De outra parte, temos a decadência cada vez maior das iniciativas de frente ampla, que levam a maiores desmoralizações da classe trabalhadora.

Diante desse quadro, é fundamental termos um sindicato que busque articular as nossas demandas locais com as questões mais gerais que afetam os trabalhadores no país e no mundo, pois cada vez mais isso deixa de ser apenas uma questão de solidariedade e torna-se uma questão de sobrevivência.

A diretoria do sindicato tem uma responsabilidade importante de propor ações, pautas, e também de levar adiante aquilo que a categoria delibera nos nossos fóruns, como as reuniões e assembleias. Mas ela sozinha não faz nada. Todas as nossas grandes conquistas vieram de grandes lutas que envolveram amplos setores da nossa categoria.