Um enorme temporal na madrugada do dia 24/7 causou danos de grande monta no campus da USP de Ribeirão Preto. Vários pontos da cidade foram duramente atingidos. No campus, os ventos, que ultrapassaram os 120 km por hora, arrancaram centenas de árvores, dezenas de postes de energia e destelharam vários imóveis, inclusive a subsede do SINTUSP, atingida por uma árvore que há pelo menos 4 anos vínhamos pedindo para que fosse retirada devido ao risco de queda. O buraco no teto causado pela árvore e a consequente inundação danificaram computadores e outros aparelhos do Sindicato.





Apesar do grande esforço dos trabalhadores de infraestrutura da Prefeitura do Campus e das unidades, além dos trabalhadores da CPFL, vários locais (até o fechamento deste boletim) ainda estão sem energia elétrica e água, incluindo a subsede do SINTUSP e as casas utilizadas como moradia por funcionários. Vários locais de trabalho também estão inoperantes.
TÁ RINDO DO QUÊ?
A falta de energia elétrica e a queda de cabos de comunicação dificultaram bastante a comunicação entre os funcionários. Em vários locais, a desinformação foi total. Muitos não sabiam o que fazer, se deveriam ir ou não ao trabalho, ressaltando que os estragos na cidade dificultaram bastante o acesso ao campus e muitos trabalhadores precisaram socorrer a própria casa.
Além da desinformação, houve muito sofrimento e angústia por parte dos trabalhadores. Em vários locais, o cenário de destruição parecia de guerra. E mesmo assim, no prédio central da Faculdade de Medicina, em laboratórios que trabalham com patógenos, funcionários foram obrigados a seguir experimentos sem água. Um absurdo!
Mas o que mais revoltou uma parte significativa dos trabalhadores da USP foi um vídeo postado no Instagram onde o reitor da USP aparece ao lado da Prefeita/Servidora e de alguns diretores com um sorriso no rosto! Na sequência, o mesmo vídeo mostra as imagens da destruição…
Ficamos nos perguntando: tá rindo do quê?
A postagem de gosto duvidoso pode ser conferida em Instagram.
Diretores de Base do SINTUSP também tiveram a iniciativa de registrar coletivamente os tristes estragos. Confira em Google Drive.
