UNIFICAR AS LUTAS EM DEFESA DA EDUCAÇÃO, DOS ESTUDANTES E DOS SERVIÇOS PÚBLICOS. ABAIXO A PRIVATIZAÇÃO!

A Assembleia desta terça-feira (19/5), aprovou por unanimidade a paralisação na quarta-feira (20/5), e a incorporação da categoria ao chamado feito pelo movimento estudantil e que conta com a adesão de diversas categorias para o ato pelo Fora Tarcísio, em defesa da educação pública, dos serviços públicos e contra as privatizações e a violência policial. Esse ATO é um passo importante para enfrentar o projeto elitista e privatista de universidade e os ataques à educação e aos direitos dos trabalhadores e da população.

Como eixos centrais da nossa luta aprovamos:

  • Fora Tarcísio! Em defesa da educação e dos serviços públicos, abaixo a privatização!

O governo Tarcísio representa uma política de ataques aos direitos básicos da população como saúde, educação e transporte e uma política de repressão às lutas e mortes pela violência policial nas periferias. Tudo em nome dos interesses privados de empresários que lucram com a exploração da massa de trabalhadores. Tarcísio investe contra a educação, atacando os professores e as escolas, precarizando o ensino, os serviços públicos. A privatização da Sabesp causou a morte de dois trabalhadores no Jaguaré, além de dezenas de desabrigados. A privatização rouba nosso tempo e tira vidas!

Por isso, derrotar Tarcísio nas ruas é defender a universidade pública e todos os serviços que atendem a população e o povo pobre.

  • Mais verbas para a Educação e para as Universidades e por Permanência Estudantil

Sem financiamento, não há universidade pública de verdade. A reivindicação histórica de 11,6% do ICMS expressa a necessidade de garantir recursos compatíveis com as demandas da USP e de todo o sistema público de ensino superior. Temos que lutar por mais verbas para as universidades e por uma universidade verdadeiramente à serviço dos trabalhadores e do povo pobre, onde nossos filhos, os filhos da nossa classe, possam estudar de forma digna.

  • Unificar a luta com os TAEs (Trabalhadores de Apoio Educacional) das universidades federais

A luta nas universidades estaduais não pode caminhar separada da luta das universidades federais contra o arcabouço fiscal DO GOVERNO Lula-Alckmin. O que está em curso é uma política nacional de ataque à educação pública, e só a unidade entre estudantes e trabalhadores pode enfrentar esse quadro. Por isso é necessário unificar todas as lutas do funcionalismo e das universidades para defender os direitos da população!

  • Abaixo a repressão! Fora PM da USP e do Mundo todo!

A presença da PM nos campi não protege ninguém: ela serve para intimidar, vigiar e reprimir a organização estudantil e dos trabalhadores. O REItor da USP, Aluísio Segurado, anda de braços dados com Tarcísio e é responsável pela repressão violenta aos estudantes que ocupavam pacificamente a reitoria exigindo reabertura de diálogo e negociações!

Exigimos o arquivamento imediato do inquérito policial contra os estudantes que ocuparam a reitoria da USP. Ocupação estudantil não é crime; crime é reprimir mobilizações legítimas e tentar transformar luta política em caso de polícia.

  • Não aceitaremos ameaças e punições contra os estudantes que lutam!

As ameaças de reprovação em massa, punição e jubilamento contra estudantes por parte da Pró-reitoria de Graduação e os Conselhos de Graduação (CGs) são métodos autoritários para quebrar a mobilização e impor medo. A resposta precisa ser a defesa intransigente do direito de organização e do acesso à permanência estudantil. Nenhuma punição contra quem luta; que a reitoria atenda as reivindicações dos estudantes!

  • 3,47% é arrocho!

A categoria precisa de reajuste salarial real e do atendimento das pautas da Campanha Unificada do Fórum das Seis. Todo apoio à Greve da Unesp e Unicamp! O índice de 3,47% não é reajuste é arrocho!

  • Exigimos o retroativo do Descongela! Basta de enrolação!
  • Em defesa da Autonomia universitária!

Defender a autonomia universitária é defender que a USP não seja tutelada por governos ou pelos interesses privados.

  • Contra a terceirização e em defesa dos trabalhadores terceirizados!

A terceirização nos bandejões e em toda a USP é precarização. As denúncias em relação a larvas e mofo na comida dos bandejões têm um responsável: A REITORIA! Por isso lutamos contra a terceirização e pela a efetivação de todos os terceirizados, sem a necessidade de concurso.

  • Defesa do HU

O Hospital Universitário é parte fundamental da USP e vem sendo desmontado de forma acelerada desde a gestão Zago. Para que o HU possa atender à população do entorno e à comunidade USP, reabrir os leitos fechados é necessária contratação já!

  • Pelo fim dos Parâmetros de Sustentabilidade-Econômico Financeira da USP

Os chamados parâmetros de sustentabilidade da USP têm sido usados para impor contenção, ajuste permanente e limites artificiais ao funcionamento da universidade. Sob o discurso da responsabilidade fiscal, abre-se espaço para arrocho salarial, congelamento de contratações, austeridade na permanência estudantil e precarização. Indicativo de greve

A manutenção do indicativo de greve mostra que a categoria não aceita mais empurrar os problemas com a barriga. Se a pauta unificada não é atendida, cresce a disposição de luta para arrancar conquistas reais. 3,47% não é reajuste, é arrocho, e a resposta precisa estar à altura dos ataques.

Organização da Paralisação Desta 4ªfeira (20/5):

Café da manhã nas unidades e oficina de cartazes. (Materiais disponíveis no Sindicato)

Às 14h, concentração no Largo da Batata para a marcha rumo ao Palácio dos Bandeirantes. Vamos construir um forte bloco do Sintusp rumo ao Palácio dos Bandeirantes!

Orientamos a irem de calça jeans, sapatos confortáveis e levarem garrafinha de água para o trajeto!

Quem quiser comprar camisetas do sindicato, elas estarão na Kombi que acompanhará o ato!

TODAS E TODOS AO ATO!