Os trabalhadores da Universidade de São Paulo manifestam seu apoio à greve dos profissionais da Educação Municipal, mobilizados em defesa da valorização salarial, da contratação de inspetores e professores, especialmente para a educação especial, e de melhores condições de trabalho.
A categoria enfrenta um cenário de crescente precarização e adoecimento. Atualmente, quase cem professores são afastados diariamente por questões relacionadas à saúde mental. Em vez de garantir acolhimento e condições adequadas de trabalho, a Prefeitura penaliza os trabalhadores adoecidos ou readaptados, impondo cortes salariais de até 30%, além de intensificar a sobrecarga e estabelecer metas abusivas.
Os servidores municipais enfrentam o Projeto de Lei nº 354/2026 da Prefeitura de Ricardo Nunes, que busca desmontar o ensino público municipal. O projeto prevê reajuste salarial de apenas 3,51%, ainda parcelado; mantém o piso salarial sem reajuste pelo segundo ano consecutivo; estabelece que profissionais recém-contratados recebam apenas 70% do salário, sob a forma de bolsa durante o curso de formação; cria as condições para a privatização completa da educação infantil; além de promover cortes de benefícios e reduzir o tempo destinado à formação e ao planejamento pedagógico.
A greve, portanto, é uma luta em defesa de uma educação pública de qualidade, comprometida com os interesses da população e não subordinada à lógica da privatização e do lucro de poucos empresários. Trata-se da defesa de condições dignas de trabalho, do combate ao adoecimento da categoria e da resistência ao desmonte da educação.
Não aceitaremos o desmonte da educação pública promovido por Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas! Em defesa da educação pública, da valorização dos trabalhadores e contra a privatização, da educação infantil ao ensino superior!
Conselho Diretor de Base do Sintusp
