
A assembleia da categoria aprovou a paralisação nesta segunda-feira (11/5), data da negociação salarial com o Cruesp, e também aprovou a realização de novo ato em frente à reitoria da Unesp, na Praça da República, às 13h, como parte da pressão sobre os reitores pelo reajuste salarial, além do atendimento da pauta unificada e negociação das legítimas pautas estudantis por permanência, cotas trans e vestibular indígena.
ATENÇÃO:
Haverá ônibus para o Ato de 2ªFeira (11/5)
– 01 ônibus sairá do Sintusp (Butantã) às 12h30
– 01 ônibus sairá da USP Leste às 11h30
– Ambos retornarão às 18h00
Também foi aprovada a apresentação de uma contraproposta ao CRUESP de reajuste de IPCA (que em março fechou em 4,14) mais 2%, reforçando que não aceitaremos a proposta rebaixada do Cruesp, que ignora as perdas salariais acumuladas da categoria e tenta impor mais arrocho aos trabalhadores das universidades estaduais paulistas.
A assembleia também aprovou indicativo de greve para a segunda quinzena de maio. Até lá, é fundamental realizar reuniões em todas as unidades para debater os indicativos do Fórum das Seis, organizar a categoria desde a base e fortalecer a luta pelas pautas da campanha salarial e em defesa dos estudantes.
Precisamos ampliar a mobilização e preparar a categoria para uma resposta à altura da intransigência das reitorias. Só com a força dos trabalhadores em unidade com os estudantes será possível arrancar as nossas reivindicações.

A assembleia aprovou todo apoio à luta dos estudantes que ocuparam a reitoria pela reabertura das negociações, reafirmando que os estudantes são parte fundamental da universidade e que sua luta pela permanência estudantil, por alimentação de qualidade, moradia digna e melhores condições de estudo deve ter nossa solidariedade ativa. A luta dos estudantes é a nossa luta!
É um absurdo que a reitoria ameace os estudantes e mantenha sua intransigência, tentando resolver pela força o que se recusa a resolver pelo diálogo. Também é inadmissível o comportamento de diretorias de unidades que se apressam para apoiar as medidas da reitoria e parecem mais preocupadas com as grades do prédio do que com a situação concreta dos estudantes e com o papel público da universidade.
A pró-reitoria de graduação e diversos docentes insistem em reprimir os estudantes com ameaças de faltas e reprovações, não reconhecendo a legitimidade das demandas estudantis. Perguntamos: Existe universidade sem estudante? Existe ensino e aula sem estudantes? Estudante com fome e tendo que se matar de trabalhar para poder se sustentar conseguem se manter na universidade?
A visão elitista desses docentes busca expulsar da universidade os filhos da classe trabalhadora para que a USP permaneça inalcançável aos estudantes de famílias mais pobres. São esses docentes que defendem a segregação na universidade, ignoram e assediam os trabalhadores no cotidiano e votam no CO o aumento dos seus próprios salários em detrimento dos demais setores da universidade. Não vamos aceitar repressão aos estudantes!
A luta em defesa do Hospital Universitário também deve ser parte central da mobilização. Estudantes de Medicina e Enfermagem realizaram forte ato na semana passada pela contratação de mais funcionários para o HU e pela defesa do mesmo, mostrando que a luta pela saúde pública e pela permanência estudantil caminham juntas.
Defender o HU é defender atendimento público de qualidade, condições dignas de trabalho, formação adequada e o caráter público da universidade. Por isso, trabalhadores e estudantes precisam estar juntos nessa luta, enfrentando o desmonte, a terceirização e a política de sucateamento imposta pela reitoria.
Chamamos os trabalhadores e trabalhadoras da USP a se somarem ativamente à luta em defesa do HU, participando das reuniões, dos atos e da organização da base. Sem mobilização real, sem unidade e sem pressão coletiva, a reitoria não recua; com luta, podemos defender o hospital e arrancar nossas demandas.
A construção do dia 11/05 deve ser vista como parte de uma jornada maior de luta, que reúne campanha salarial, defesa dos estudantes, enfrentamento à reitoria e defesa do HU. A força da categoria está na mobilização unificada, e é com ela que vamos impor as nossas reivindicações.
