Na terça, dia 12, ocorreu a última reunião ordinária do Conselho Universitário de 2023. A reunião foi na Faculdade de Medicina, como parte das comemorações dos 90 anos da USP. Antes da reunião, houve uma foto oficial dos diretores de Unidade na sala da Congregação da Faculdade de Medicina, pra rememorar o primeiro CO, que ocorreu neste local. Chama a atenção que em 90 anos o conselho Universitário teve uma ampliação, mas voltada essencialmente pra aumentar a representação de uma parcela dos docentes, em especial os titulares. Nesses 90 anos, nossa categoria só conseguiu ter representantes no CO na década de 80, e até hoje só temos 3 representantes em um universo de 120 membros. Isso demonstra como a Universidade continua antidemocrática, e como o CO não expressa efetivamente as demandas da comunidade universitária.

Na pauta da reunião, o ponto mais importante era a aprovação da proposta de distribuição orçamentária para 2024 (o documento que foi votado e aprovado pode ser visto aqui: http://bit.ly/3RuSRHF ). Conforme já tinha sido aprovado nas diretrizes orçamentárias, a previsão é de 6,06% a mais para as despesas com pessoal (o que engloba reajustes salariais, de benefícios, contratações, entre outros). Chama a atenção que não houve, na peça orçamentária, nenhum detalhamento sobre como seria feita a distribuição desse percentual para as diferentes despesas de pessoal. Neste ponto, um dos nossos representantes, que é também da diretoria do Sintusp, Reinaldo Souza, fez uma fala apresentando as principais demandas da categoria. Em sua fala, o representante destacou as perdas salariais acumuladas desde 2012, o congelamento dos benefícios (lembrou que na Unicamp o VA já vai para R$1.420 a partir de janeiro, enquanto o nosso segue congelado em R$1.090,00), a defasagem de funcionários, com a perda de cerca de 5 mil funcionários desde 2013, e também a questão da nossa Carreira. A fala do nosso representante pode ser vista integralmente aqui: https://bit.ly/48ro6KM .Pra variar, a reitoria ignorou todos os questionamentos e aprovou, sem dificuldades, a proposta de orçamento.

Ao final da reunião, no momento das falas livres para os membros, o representante Reinaldo Souza voltou a usar a palavra e abordou temas mais gerais, como a política de privatização do governo Tarcísio e a repressão contra os manifestantes que defendiam a Sabesp, o tema do financiamento das universidades com a reforma tributária, e também abordou com mais detalhe a reivindicação de movimentação na Carreira dos funcionários, bem como voltou a denunciar o fato de termos que pagar as horas de recesso. A fala pode ser vista integralmente aqui: https://bit.ly/4729X5y