Na reunião da Copert de 23/10, o Sintusp cobrou providências contra o assédio moral e as perseguições a trabalhadores que organizaram e participaram da greve nas unidades. Denunciamos o uso de câmeras de segurança por chefias para vigiar e punir funcionários e ressaltamos o aumento do adoecimento mental, com casos de burnout, relacionado ao assédio generalizado. Seguiremos cobrando medidas para enfrentar essas práticas!
Reiteramos a reivindicação do 13º do Vale-Alimentação, o “vale-peru”, e do VR fixo, sem vinculação aos dias trabalhados: afinal, a categoria também se alimenta nas férias e no recesso! A Reitoria manteve a alegação de que o ano eleitoral impede a concessão do 13º VA. Questionamos o tratamento dado aos auxílios como despesa de folha, e não como benefícios de natureza indenizatória, e cobramos uma portaria que regulamente o pagamento, para que os trabalhadores não dependam, ano após ano, de uma decisão sobre sua concessão.
Também solicitamos uma audiência específica sobre o processo de avaliação. É inaceitável que as chefias avaliem os funcionários sem que estes tenham assegurado o direito de pedir revisão ou recorrer dos pontos dos quais discordam.
Sobre o auxílio-funeral, a Reitoria aceitou estender aos celetistas o direito já garantido aos autárquicos (reivindicação que integra nossa pauta), mas ainda não informou datas nem detalhes para sua implementação.
Cobramos que os trabalhadores dos serviços essenciais também tenham garantido o direito ao recesso de fim de ano. A Reitoria informou que está elaborando uma proposta, em diálogo com a Superintendência do HU e com as unidades, para mapear a situação e buscar soluções. A resposta, porém, segue vaga, sem uma proposta concreta que assegure a isonomia. Seguiremos cobrando esse direito para TODOS os trabalhadores!
Denunciamos na Copert que a redução dos quadros de trabalhadoras terceirizadas e a consequente sobrecarga não são casos isolados: essa situação está generalizada na Universidade. Cobramos providências da Reitoria contra os cortes, a precarização e o adoecimento das trabalhadoras.
O IFUSP é um exemplo: a empresa Viva Serviços Ltda. cortou cinco trabalhadoras nas últimas semanas, reduzindo de 19 para 14 um quadro que já era insuficiente. Essas trabalhadoras precisam dar conta de 26 edifícios, cerca de 90 banheiros e quase 40 mil m², em meio a relatos de adoecimento e de trabalho mesmo sem condições de saúde, por medo de descontos nos salários.
Não aceitaremos que as terceirizadas paguem pelo descaso das empresas e da Reitoria! Seguiremos cobrando a reposição dos quadros, a responsabilização das contratadas e condições dignas de trabalho em toda a USP.
Em 19/11 teremos nova reunião para avançar sobre a Pauta Específica, cobrando as devolutivas da reitoria.
