Na reunião de negociação desta quinta-feira, dia 14, o Cruesp voltou a demonstrar total desrespeito com trabalhadores e estudantes ao manter a proposta rebaixada de 3,47% ignorando que a inflação acumulada no período foi de 4,39% nos últimos 12 meses e que já acumulamos mais de 16% de perda do poder de compra desde 2012. Os 3 reitores sequer analisaram a contraproposta apresentada pelo Fórum das Seis, insistindo em uma política de arrocho salarial que aprofunda a exploração e a precarização nas universidades estaduais paulistas.
As reitorias agem com a velha postura intransigente e elitista de quem governa a universidade de costas para a maioria que a sustenta todos os dias. Negam sucessivamente as reivindicações da permanência estudantil, recusam-se a garantir condições dignas de moradia, alimentação e bolsas aos filhos da nossa classe e atacam trabalhadores e estudantes com a mesma política de ajuste e exclusão.
A greve estudantil segue forte mostrando que há disposição de luta para enfrentar esse projeto de universidade cada vez mais excludente. A reitoria em mais um capítulo da sua intransigência e incapacidade de diálogo criou uma comissão de mediação onde tenta ditar quem deve representar os estudantes, ignorando o mais elementar: quem decide quem participa da negociação em nome dos estudantes em greve são os estudantes em greve. Não bastasse a absurda e violenta repressão aos estudantes que ocupavam pacificamente à reitoria, exigindo reabertura de negociações, as ameaças de reprovação; a reitoria dá mais uma mostra de autoritarismo estúpido de quem não quer resolver, senão causar mais problemas.
Não foi por acaso que, na última segunda-feira, os reitores fugiram da negociação e desmarcaram a reunião em cima da hora. Foi uma atitude covarde e desrespeitosa, tomada porque sentiram o peso do fortíssimo ato e da mobilização; têm medo da nossa força quando trabalhadores e estudantes entram em cena juntos.
Dia 20 temos que fazer uma forte paralisação, parar tudo e nos unir às categorias em luta em defesa da Educação, da universidade, da permanência estudantil, contra as privatizações de Tarcísio e todos os ataques dos governos, para impor nossas demandas. Vamos marchar até o Palácio dos Bandeirantes contra essa extrema-direita que corta da Educação e da Saúde; enquanto as reitorias se mostram servis ao governo Tarcísio, trabalhadores e estudantes mostram que o caminho para derrotar a extrema-direita se faz nas ruas e nas lutas.
Vamos todas e todos à Assembleia debater os rumos da nossa luta!
