
Desde o final do ano passado, o ultra-direitista Javier Milei vem avançando para tentar impor sua reforma trabalhista na Argentina, que na prática significa a retirada de direitos, rebaixamento salarial, demissões e a piora geral das condições de vida da classe trabalhadora, chegando a ser chamada de escravista pelo tamanho dos ataques. Tudo isso para aumentar ainda mais os lucros dos patrões argentinos e internacionais.
Contra isso a classe trabalhadora argentina vem se mobilizando, com destaque para a paralisação nacional e manifestação ocorrida no dia 18 de dezembro a ocupação na fábrica Lustramax contra as demissões ilegais, uma tentativa dessa empresa de antecipar os ataques previstos na Reforma. Mas acima de tudo, a força da luta se mostra na unidade que vem se gestando entre os diversos setores afetados pelo ataque, incluindo trabalhadores de todas as áreas, como saúde e educação, trabalhadores fabris, autônomos, precarizados, desempregados, aposentados e a juventude.
Hoje, 11 de fevereiro, acontecendo uma grande luta contra a votação no Congresso da reforma de Milei. Derrotar Milei e seu plano anti-operário fortalece a luta dos trabalhadores da América Latina contra Trump e os ataques dos governos para implementar maior subordinação ao imperialismo, favorecendo os lucros em detrimento das condições de vida dos trabalhadores.
Nós, do Sintusp, manifestamos nosso total apoio à luta da classe trabalhadora argentina. A nossa classe é uma só e não tem fronteiras e nossa luta também não pode ter. No Brasil, em que já foram aprovadas as reformas trabalhista e da previdência sabemos bem o que significa para a nossa classe. Por isso, a batalha contra a reforma trabalhista é urgente!
São Paulo, 6 de fevereiro de 2026
Conselho Diretor de Base do Sintusp
