No último dia 18 de fevereiro a empresa FATE, a maior fábrica de pneus da Argentina declarou o fechamento de sua planta em Buenos Aires e a demissão de 900 trabalhadores dessa empresa. Mesmo depois de anos de lucros, o multimilionário Madanes Quintanilla alega que essa decisão se deveu à perda de competitividade em meio ao avanço das importações da China. O que não dizem é que Madanes é um dos empresários mais ricos da Argentina que teve seu patrimômio estimado em cerca de 1,5 bilhão de dólares pela revista Forbes.
A verdade é que tanto a FATE quanto a Pirelli e a Bridgestone vêm demitindo centenas de trabalhadores nos últimos tempos, congelando salários, atacando o sindicato e o direito de organização dos trabalhadores. O fechamento da FATE ocorre em meio à aprovação da reforma trabalhista pelo governo ultradireitista de Javier Milei, uma reforma que arranca direitos históricos da classe trabalhadora argentina impondo mais exploração, precarização do trabalho e demissões para aumentar os lucros dos patrões. Para os empresários, é mais fácil aumentar as importações e diminuir a produção local para continuar fazendo negócios milionários, enquanto empurram as famílias trabalhadoras para a fome e para a miséria. Em resposta a esse ataque duríssimo à vida de mais de 900 famílias os trabalhadores ocuparam a planta da fábrica contra as demissões se somando à luta nacional contra a reforma trabalhista.
Manifestamos todo nosso apoio aos operários da fábrica FATE em luta contra as demissões na Argentina e nos somamos às várias manifestações de apoio à batalha dos trabalhadores argentinos contra a reforma trabalhista escravista de Milei, um aliado de Trump e dos capitalistas. O ataque aos trabalhadores argentinos é um ataque também à classe trabalhadora brasileira, mas luta dos trabalhadores argentinos também fortalece nosso combate aqui no Brasil contra os ajustes e as reformas.Chamamos os trabalhadores de outras categorias do Brasil e de todo o continente a apoiarem a luta dos trabalhadores da FATE, que estão lutando contra o fechamento da fábrica, inclusive ocupando o prédio, e estão ameaçados de repressão e despejo pela polícia. Que a crise seja paga pelos capitalistas!

Diretoria Colegiada Plena do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP)- Brasil