O Chefe do Gabinete do Reitor, o prof. Edmilson Dias de Freitas do IAG, chamou uma reunião com representantes do Sintusp para se apresentar como parte da atual gestão e estabelecer um canal de diálogo com o sindicato. Nessa reunião, os diretores presentes reafirmaram as principais demandas dos trabalhadores que foram ignoradas pela gestão anterior, mas que são fundamentais para a dignidade da nossa categoria.

A partir da reafirmação pelo chefe do gabinete de que essa gestão, como o nome da chapa eleita diz, ser a USP pelas Pessoas, apontamos que queremos de fato que a reitoria nos considere, trabalhadores efetivos e terceirizados, como parte das pessoas das quais diz querer valorizar e tratar com dignidade. Se é verdade que todos queremos sustentar nossa família com um salário digno e ter boas condições para exercer nosso trabalho com responsabilidade cabe aos gestores da USP sua responsabilidade frente aos problemas que hoje enfrentamos.

  1. BUSP para todas as terceirizadas! Elas que são as primeiras a colocar as unidades em funcionamento, atravessando o campus ainda de madrugada a pé por que a USP não fornece um cartão que é gratuito para trabalhadores efetivos, estudantes e docentes. Isso é segregacionismo puro.
  2. Reafirmamos que queremos o Adicional de Incentivo a Formação, Qualificação e Reconhecido Saber, que foi também promessa do reitor eleito em campanha e que outras universidades e serviços públicos já implementaram. O chefe de gabinete informou que isso já está sendo discutido pela gestão.
  3. Abono das horas das pontes e do recesso tal qual acontece na Unicamp e na Unesp. Colocamos que com a cobrança dessas horas o trabalhador da USP já não tem mais uma jornada de 8 horas diárias, o que foi uma conquista histórica da nossa classe, e sim passa de 9 a 10 horas trabalhando. Um completo retrocesso nos direitos trabalhistas.  O chefe de gabinete respondeu que há entraves legais e por isso não foi uma promessa de campanha. Mas cobramos: Qual o entrave legal? Até hoje nunca foi apresentado nenhum parecer que indique entrave legal. Nós do Sintusp, no entanto, já enviamos inúmeras vezes documentos da Unicamp que garantem a não compensação das horas de pontes e recessos. Mais ainda, caso conste em acordo coletivo, não há porque a USP negar!
  4. CONTRATAÇÕES URGENTES para o Hospital Universitário, Creches, Escola de Aplicação e toda a USP. Hoje estamos no número mais baixo de funcionários da história da USP. DO PIDV pra cá foram cerca de 5 mil postos de trabalho fechados (3500 só com o PIDV), sem que essas vagas sejam repostas. O enxugamento do quadro de funcionários é seguido pelo aumento da terceirização, o que significa menores salários, maior sobrecarga e precarização. Além disso, o adoecimento mental, principalmente causado por assédio moral e burnout é assustador!
  5. Sobre o DESCONGELA, o Sintusp já havia protocolado o pedido de pagamento retroativos dos dias congelados pela Lei 173/2020 do governo Bolsonaro, para fins de quinquênio e sexta parte. De acordo com o chefe de gabinete a reitoria entende que o retroativo do Descongela não pode ser pago sem uma lei estadual porque a autonomia universitária não permite isso. São dois projetos de lei que tramitam na Alesp a respeito e devemos lutar junto aos servidores para que nossos direitos sejam pagos, afinal as reservas bilionárias da USP foram conseguidas às custas do congelamento dos nossos direitos!
  6. Sobre as transferências reivindicamos o retorno de políticas como o Renova e o Banco de oportunidades (Boportuni). Criticamos a relação que as unidades tem tido em relação aos pedidos de transferência, com diretores e chefias se comportando como se fossem donos dos funcionários, desprezando sua saúde mental, sua qualificação e anseios de novos desafios, punindo aqueles que sofrem com assédio moral a ficarem no mesmo ambiente de trabalho que a chefia assediadora.
  7. Por fim, criticamos a Copert que no ano passado dedicou míseros 12 minutos por mês para debater as pautas dos trabalhadores e que a última gestão delegou à Copert as negociações de pautas específicas e demandas gerais sobre as políticas da Universidade em detrimento do diálogo do reitor com os representantes da nossa categoria. Reafirmamos que queremos ser recebidos pelo novo reitor para que também tenhamos um canal direto com a reitoria e que queremos que a Copert trate dos temas cotidianos de conflitos, transferências, algo que não aconteceu no último período e que a reitoria volte a negociar diretamente com o sindicato as pautas específicas da campanha salarial entre outras questões que demandam posicionamentos do reitor da USP. 

Independente da boa vontade de um ou outro gestor, precisamos saber que a conquistas das nossas demandas dependem da nossa força e mobilização. Nenhum reitor dará nada só por boa vontade. É preciso lutar!

Por isso, no dia 20 de março está sendo chamada uma paralisação de todo o funcionalismo de São Paulo em defesa dos serviços públicos e dos servidores, por mais verbas para a educação e para as universidades além dos direitos dos trabalhadores pelo pagamento do retroativo do descongela. Importante as unidades se reunirem para pautar essa proposta!