
29 de janeiro é o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A data de luta é mais uma vez fundamental, uma vez que o Brasil, pelo 17º ano consecutivo, é o país em que mais se mata pessoas trans.
Somente em 2025, foram 80 assassinatos motivados pela intolerância. Os números representam uma queda de 34%, em relação a 2024, mas os especialistas alertam para a subnotificação de casos.
Além da violência física, a comunidade trans no Brasil sobre com todo tipo de violência social e simbólica. Quando o assunto é escolaridade e mercado de trabalho a situação também é precária.
Estima-se que apenas 0,38% das vagas formais no Brasil sejam ocupadas por pessoas trans (SINPAF/2025) e de acordo o Ipea, profissionais trans no mercado formal ganham, em média, R$ 2.707, o que representa 32% a menos que a média nacional (R$ 3.987).
Mesmo com ensino superior completo, a diferença persiste: pessoas trans ganham 27,6% menos que trabalhadores cisgêneros com a mesma qualificação.
A superação dessa realidade exige mobilização. É preciso unir o movimento trans e o conjunto da classe trabalhadora para exigir que o governo Lula tire do papel políticas públicas de combate à transfobia.
A CSP-Conlutas destaca que o 29 de janeiro é, acima de tudo, uma data de resistência. Para a central, a luta contra a violência às pessoas trans deve apontar para uma mudança estrutural: a construção de uma sociedade socialista, onde não haja espaço para a exploração ou a opressão.
