Nossa greve, em três dias, mostrou-se muito forte e impactou a reitoria. A indignação que tomou conta da categoria levou a que mais de 30 unidades, na capital e no interior, aderissem à greve e mostrassem que a nossa categoria é fundamental para o funcionamento da universidade. Essa força se mostrou também no enorme ato que fizemos durante a negociação.

Como os estudantes também estão em luta neste momento, com greve aprovada, solicitamos à reitoria que pudessem entrar na negociação representantes do movimento estudantil. De maneira absurda, a reitoria negou essa solicitação. Ainda assim, no início da negociação, reforçamos a nossa defesa de que as pautas estudantis sejam atendidas e questionamos a negativa do reitor em nos receber conjuntamente.

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Após isso, na sequência da reunião, após uma tentativa inicial dos representantes da reitoria de seguir com a postura de apenas justificar as suas ações, os representantes da comissão de negociação aprovados em assembleia foram enfáticos em destacar as causas da greve, em especial o tema da isonomia, que foi o estopim que fez o movimento acontecer. Os representantes da reitoria fizeram um intervalo e retornaram com três propostas.

Propostas apresentadas pela reitoria:

  1. Uma gratificação para todas(os) as(os) funcionárias(os): a ser paga mensalmente pelo mesmo período em que for paga a gratificação para os docentes (inicialmente dois anos, podendo ser prorrogado). O valor por funcionário será estabelecido pela divisão do montante total definido para os docentes pelo número de funcionários. Ou seja, se o montante total for R$ 238 milhões por ano (conforme estimado no projeto da GACE), daria algo em torno de R$ 1.600,00 por funcionário. Essa gratificação começaria a ser paga no mesmo momento em que iniciar o pagamento para os docentes, previsto para o início de 2027.
  2. Compromisso em abonar as horas das “pontes” e do recesso de final de ano: com o estudo da forma jurídica de oficializar essa proposta. Essa formalização será apresentada em junho, em reunião da Copert.
  3. Sobre o BUSP aos terceirizados: embora tenham alegado não ser possível oferecer o cartão para os terceirizados, houve um compromisso de ter um mecanismo de transporte interno na universidade com gratuidade para todas(os), com algum sistema próprio da USP para o interior do campus, mantendo o contrato com a SPTrans quanto aos circulares que vão até o metrô.

Após a apresentação da proposta, os representantes da comissão de negociação informaram à reitoria que a definição sobre a aceitação ou não será feita em assembleia a ser realizada na quarta-feira, dia 22, após o feriado, e que informaremos a deliberação da categoria em nova reunião com a reitoria no mesmo dia, no final da tarde.

É fundamental que as reuniões de unidade discutam essas propostas e que mantenhamos nosso movimento organizado para decidirmos coletivamente na nossa assembleia.