A reitoria acusou o golpe! O enorme ato unitário de estudantes e trabalhadores no primeiro dia de greve foi um aviso claro que não estamos brincando.

O ATO contou com milhares de estudantes e trabalhadores que se concentraram na Administração Central e marcharam até o IAG onde o Reitor havia marcado com o DCE e alguns Centros Acadêmicos uma reunião de última hora. Com milhares de estudantes de diversos cursos reunidos em frente ao IAG, o DCE Livre da USP colocou em votação o indicativo de greve a ser referendado hoje na Assembleia Geral dos Estudantes.

Em seguida, os estudantes entraram para a reunião com a reivindicação que a reitoria recebesse junto para negociação os representantes dos trabalhadores. A REItoria mais uma vez mostrou sua intransigência NEGANDO que os trabalhadores fossem recebidos conjuntamente na reunião. Lançaram, inclusive, uma fake news dizendo que havia sido convocada uma reunião com o SINTUSP, o que foi desmentido na hora.

O que se deu em seguida, foi um show de pedantismo típico de quem se colocou num pedestal se autointitulando semideus. A reunião não era de negociação, mas, pasmem, de esclarecimento!!! Reitor, Vice-reitora, Chefe de Gabinete e Pró-reitor de graduação se propuseram a esclarecer a minuta que ataca os espaços estudantis como se os estudantes não tivessem entendido o conteúdo da minuta. Ou seja, chamaram para uma reunião às escondidas, no bloco G do IAG, para dizer que o problema que levou milhares de estudantes de mais de uma centena de cursos a paralisar era devido à falta de capacidade dos estudantes de entender o conteúdo da minuta!

O escárnio, ao que parece, é o novo método da “USP pelas pessoas” de tratar o coração pulsante da universidade (Estudantes e Trabalhadores). A fuga de cérebros, pelo visto, já aconteceu.

Não tardou a resposta do movimento estudantil. Ainda na própria terça-feira, estudantes da FAUD, IGC, entre outros, já votaram GREVE nas assembleias de curso. Nesta quarta, em assembleia lotada no vão da História, os estudantes deliberaram por greve por tempo indeterminado.