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02/09/2010
PLANO DE LUTAS
PARA O 2º SEMESTRE
O Sintusp realizou nos dias 13 e 27 de agosto de 2010, um Seminário onde foi discutido um Plano de Lutas, com a construção de um Cronograma de Lutas, para combater um Projeto de Universidade, onde avança o processo de Terceirização, intensifica-se o Assédio Moral onde muitos funcionários(as) estão adoecendo e até mesmo atentando contra a vida, bem como, a reitoria intensifica as perseguições políticas e a criminalização dos lutadores(as).

Paralelamente a isto, o Reitor Rodas também realizou nos dias 26 e 27 de agosto o “Fórum de Atibaia”, onde reuniu todos os diretores de unidades, para discutirem o rumo da Universidade de São Paulo e na construção deste rumo inclui-se a terceirização, principalmente da Coordenadoria do Campus (antiga Prefeitura), do COESF, dos Restaurantes, os quais estão sendo sucateados para depois terceirizar e para construir este rumo é necessário destruir o Sindicato, instrumento de lutas dos trabalhadores.

O Reitor “midiático” continua a negociar com o Sindicato através de uma Comissão, a concessão de uma referência para todos os funcionários, conforme acordo de final de Greve, porém se utiliza de expediente do Jornal da USP, onde vem colocando as claras a sua política de desmanche da USP, inclusive anunciando a implantação de uma nova CARREIRA.

Atenção para o detalhe: foi indicado para ser o Diretor do DRH – Departamento de Recursos Humanos, o Prof. Joel (FEA) que provavelmente irá querer implantar aquela Carreira elaborada pelo mesmo e anunciada a toda universidade em dezembro de 2008, que durante a Greve de 2009, foi rejeitada pelos funcionários e a ex-reitora Suely Vilela, assinou acordo de final de Greve onde mencionava que:

“se comprometia a não submeter à pré-proposta (do Joel) aos órgãos competentes. Uma nova proposta de carreira deveria ser discutida com os representantes dos servidores técnicos e administrativos eleitos, tendo como base a proposta de estrutura apresentada por estes” Esse compromisso também foi assumido pela gestão Grandino Rodas.

Salientamos que neste mesmo ano, após a Greve, em uma reunião de negociação o próprio Prof. Joel, mencionou que estaria trabalhando politicamente junto aos candidatos a reitores, para que aquele que ganhasse implantasse a sua Carreira.

Rodas ganhou a eleição. Quebrou a Isonomia, dividindo professores e funcionários; revirou a Consultoria Jurídica para aconchegar os seus apadrinhados; fechou a Gráfica da CCS; continua a manter e apoiar a política do policial Ronaldo Penna, enquanto cresce a “insegurança” ; na mídia já é anunciado o fim dos ônibus circulares, o MAC está para ser mudado para o Ibirapuera; está mudando a reitoria para o Prédio da Antiga Reitoria onde não irá comportar todos os atuais funcionários da reitoria; pretende levar em frente o projeto “a ECA vai para brejo”; o tal Plano de Saúde anunciado é o início da privatização do Sistema de Saúde da universidade e, com certeza, iremos engolir goela abaixo a Carreira : “Sistema de Gestão de Pessoas por Competências” do Prof. Joel. Quem irá decidir se você tem ou não competências são os “Gerentões” (únicos beneficiados com a implantação desta Carreira).

Só com a UNIÃO, com a ORGANIZAÇÃO e a LUTA poderemos enfrentar esta política e defender o nosso Sindicato e os nossos empregos.

CRONOGRAMA DE LUTAS

01/09 - Debate no Espaço Verde na Ciências Sociais, às 18 horas, sobre a “Revogação da Suspensão da Companheira Patrícia”

02/09 - Reunião da Central Sindical Popular / CSP-Conlutas, às 10 horas

08/09 - Reunião de Pauta de Jornal, no Sintusp, às 12h30

09/09 - Assembleia de Prestação de Contas do Sintusp, às 12h30

17/09 - Seminário de Carreira, o dia todo no Cepeusp

18/19 e 20/09 – Congresso dos Estudantes em Marilia

20/09 - Reunião entre Comissão de Negociação da Reitoria e Sintusp

24/09 - Encontro de Mulheres (mais informações serão divulgadas em breve)

24/09 - Reunião CSP-Conlutas - Central Sindical Popular

30/09 - Plenária Unificada com os funcionários da USP, Unesp e Unicamp, no Cepeusp

ATO CONTRA A REPRESSÃO E PELAS NOSSAS REIVINDICAÇÕES, ÀS 12 HORAS, na REITORIA, DIA 30/09/2010

15,16 e 17/10 – Reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, em Minas Gerais

22/10 – Seminário sobre “Terceirização”

Solicitamos aos Representantes dos Funcionários das Unidades que marquem reunião na sua unidade e comuniquem o Sintusp, para discutir a luta no 2º semestre.

Estamos chamando o DCE, a Adusp e o AMOR CRUSP para discutirmos a Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade e o Projeto de Rodas.

BANCO DO BRASIL

Mais uma vez funcionários da USP são obrigados a engolir a política do Governo Serra, que vendeu a Caixa Econômica Estadual ao Banco do Brasil, cuja política não contempla os servidores públicos da Universidade de São Paulo, que já haviam se adequado à política da Caixa Econômica Estadual e que, de uma hora para outra, sem serem comunicados, foram obrigados a engolir outro banco e a sua política.

Quando ocorreu a mudança, muitos funcionários da Caixa foram demitidos, perderam seus cargos e gratificações. Outros foram assimilados pelo Banco do Brasil, porém não foram treinados e, hoje, o atendimento está um caos, o que não é bom nem para os servidores públicos da USP, nem para os servidores do Banco do Brasil, pois ambos sofrem o assédio moral por “produção e cumprimento de metas”, sendo que muitos adoecem.

Entre o dia 30 e 31/08, o Sintusp presenciou vários incidentes na “Agência da Caixa”, envolvendo funcionários da USP descontentes com o atendimento e com seus direitos de consumidores desrespeitados, por pouco não “virou caso de polícia” o que seria um absurdo.

Ontem, dia 01/09 ocorreu uma reunião entre Sintusp e Banco do Brasil, onde colocamos todas as reivindicações dos funcionários, ficando de oficializá-las junto às instâncias superiores do banco, esperando que todas sejam implementadas, pois independem das vontades de gerentes.

Tivemos informações de que a USP irá construir outro prédio em frente à Agência do Banco do Brasil, usando o espaço do estacionamento, bem como, entre os dias 03 e 10/10 o banco abrirá às 9 horas.

Aguardando a implantação de nossas reivindicações pelo Banco, solicitamos aos funcionários da USP com reclamações contra o banco, que procurem o Gerente ou o sindicato, para que o Banco nos respeite como consumidores e, possamos respeitar os servidores do banco, pois também são trabalhadores.


31/08/2010
NEGOCIAÇÃO ADIADA...
SÓ INQUÉRITOS!
A reunião de negociação entre Sintusp e Reitoria, agendada para dia 30 de agosto, foi adiada, pela própria Reitoria, para o dia 20 de setembro.

Essa reunião havia sido agendada para avançar no encaminhamento da aplicação da referência (5%) e, posicionamento quanto à carreira (a Comissão da reitoria tinha ficado de analisar a estrutura de carreira, aprovada pelos funcionários da USP e, já entregue pelo Sintusp à Reitoria).

Ainda para essa reunião do dia 30, a reitoria havia se comprometido a apresentar uma proposta concreta sobre o auxílio alimentação e o vale-refeição.

Esses e outros itens da pauta específica, cuja negociação é aguardada por toda categoria desde a assinatura do acordo de fim de greve, tiveram sua discussão adiada por mais de 20 dias.

11 inquéritos e pressão sobre a delegacia

Dia 25 de agosto, Magno, Neli, Brandão e Solange passaram 5 horas na 93ª DP, depondo em 11 inquéritos policiais, abertos pela Universidade, nos quais há fatos ocorridos em paralisações e greves em 2008, 2009 e 2010, com inúmeras calúnias e falsos testemunhos, principalmente do agente de segurança, Tadeu, da Guarda Universitária, braço direito do policial Ronaldo Penna.

Nesses inquéritos são também acusados e, ainda devem ser interrogados, Aníbal, Zelito, Givanildo e Rosana.

As pressões de procuradores da USP, dentre eles o famigerado Alberto, sobre a delegacia para que os acusados sejam indiciados são enormes.

Quanto à companheira Patrícia, que foi comunicada da absurda suspensão de 30 dias, por um processo de 2007, até o presente momento a Comissão não respondeu, apesar de ter assumido o compromisso de responder dia 9 de agosto.

MOBILIZAÇÃO E ATO NO DIA 30/9

O Conselho Diretor de Base (CDB), reunido dia 27 de agosto, após discutir o conteúdo dos inquéritos policiais, constatou: para que Rodas possa implementar seu atual projeto para a Universidade, a serviço das empresas e do mercado, avançando ainda mais no processo de terceirização, ele vai tentar “liquidar” com a nossa entidade sindical e os militantes do movimento, pois sabe que todos se colocarão contra esse Projeto, DELIBEROU:

RODADA DE REUNIÕES DE UNIDADE para organizara mobilização dos trabalhadores nesse 2º semestre com a seguinte pauta:

• Luta pelo atendimento das reivindicações;

• Contra a repressão;

• Pelo direito de greve;

• Contra o processo de terceirzação;

• A reestruturação da carreira a partir da estrutura apresentada pelo Sintusp.


ATO PÚBLICO DIA 30/09

Nessas reuniões de unidade devemos discutir, aprovar e organizar o Ato na reitoria dia 30 de setembro, às 12 horas. Vamos exigir o atendimento das nossas reivindicações.

Fórum das Seis informa que tem muito dinheiro – ICMS sobe

Na última reunião entre Fórum das Seis e Comissão Técnica do Cruesp foi constatado o crescimento da arrecadação do ICMS em 20% em relação ao mesmo período do ano passado (1º semestre/2009).

A previsão é de crescimento ainda maior para o 2º semestre.

O Fórum das Seis comprova a possibilidade de 16% para todos

Confirmam-se as previsões de aumento na arrecadação do ICMS, apresentadas nas reuniões do 1º semestre, pelo Fórum das Seis.

As negociações no 2º semestre estão previstas em acordo celebrado entre o Fórum das Seis e o Cruesp.

O Fórum das Seis também propõe mobilização no 2º semestre (em breve, veja o jornal do Fórum).

NEGOCIAÇÃO SOBRE SAÚDE

No dia 23 de agosto na negociação com a reitoria sobre Saúde, o Prof. Marcos Boulos, diretor da Faculdade de Medicina, que acabou de assumir a Coordenação do Departamento de Saúde, bem como, ocupa a Presidência do Conselho Deliberativo do Hospital Universitário, anunciou elementos de um Projeto de Saúde, ainda inacabado, devendo ser implementado somente em janeiro de 2011.

Trata-se de um Plano de Saúde de Auto Gestão, cujo projeto inicial será apenas para São Paulo, permanecendo o interior como está, porém o mesmo se prontificou em discutir as falhas e as reivindicações dos funcionários do interior.

Este “Plano de Auto Gestão” deverá atender funcionários e professores “gratuitamente”, sendo que a participação dos aposentados “inativos” está sendo estudada, os estudantes já foram vetados pelo Tribunal de Contas e os dependentes de funcionários e professores deverão pagar “taxinhas”, sem citar detalhes sobre a “gratuidade e as taxinhas”.

Este “Plano de Auto Gestão” deverá ser mantido por uma “Cooperativa”, cuja citação não teve detalhes sobre a mesma, pois estão consultando a Agencia Nacional de Saúde (Agente governamental que regulamenta os Planos de Saúde), o Tribunal de Contas do Estado e a Consultoria Jurídica da USP.

Este “Plano de Auto Gestão” deverá utilizar toda a rede de equipamentos de saúde da USP, como a UBAS – Unidade Básica de Atendimento á Saúde, o Hospital Universitário, o Hospital das Clínicas, o Instituto do Câncer, o Instituto do Coração, Emilio Ribas e “convênios referenciados” pagos pela USP,com vários Hospitais de Referência em regiões onde residem funcionários, tudo isto, recursos estes públicos e incluídos no SUS – Sistema Único de Saúde.

O Prof. Marcos Boulos defendeu a captação de recursos econômicos externos, via Fundações, para melhoria do atendimento do SUS, bem como, informou que hoje o HU possui uma fatura do SUS no valor de R$ 8.500.000,00 por ano, enquanto a Universidade gasta R$ 220.000.000 entre um ano e meio.

O Projeto ainda é um embrião e em outubro foi prometido novamente uma reunião. Enquanto isto, só nos resta continuar brigando com o Hospital Universitário para sermos bem atendidos, obtermos diagnóstico e tratamentos rápidos ou morrermos nas “filas de espera da vida”.

Quem necessitar de médico agora, espere a boa vontade do reitor “midiático” até 2011, ou venha para a luta agora!!!!


26/08/2010
Alerta às forças democráticas e progressistas das universidades
Em defesa da companheira Patrícia
A suspensão da companheira Patrícia, por 30 dias, deve colocar em estado de alerta todas as forças progressivas e democráticas da USP, Unesp e Unicamp. A punição dessa companheira é o primeiro ato da nova onda de perseguição aos lutadores nas universidades.

Esse alerta se aplica especialmente aos estudantes, funcionários e professores combativos, que desde 2005, a partir da greve pela derrubada do veto do governo Alckmin, ao aumento de verbas para as três universidades, não mais puderam parar de lutar contra os ataques dos governos, reitores e intelectuais tucanos, às universidades. Se aplica a todos os lutadores que se estão na alça de mira das burocracias acadêmicas, porque seguiram se enfrentando com um novo veto ao aumento de verbas em 2006, com os decretos do Serra em 2007, com a implantação da UNIVESP, a demissão do Brandão, o ataque ao movimento sindical e estudantil em 2008, a invasão policial em 2009 e com a quebra da isonomia e os ataques ao direito de greve em 2010.

Nossa primeira tarefa em defesa da Patrícia é desmascarar essa suspensão como conclusão de uma escandalosa fraude jurídica e administrativa, montada com o objetivo de demiti-la e assim impedir a única funcionária da própria reitoria, que participou da ocupação daquele prédio na luta contra os decretos de Serra, continuasse trabalhando no órgão central da universidade, de cuja ocupação ela participou ativamente. A absurda suspensão da Patrícia se insere no rol das medidas repressivas, contra os que lutam em defesa de um modelo de universidade pública, gratuita e de qualidade contra as recorrentes tentativas de sucateamento, terceirização e privatização implementadas no país inteiro, por todos os governos, federais e estaduais.

Se essa punição não for enfrentada e revertida de forma resoluta, a “caça às bruxas” ganhará forças, e outras fraudes semelhantes, que estão em curso, poderão ser desenterradas e concluídas com a punição de muitos outros(as) companheiros(as), como por exemplo Zelito e Aníbal que estão respondendo processo administrativo .

Portanto, reverter à punição da Patrícia, é parte crucial da luta contra a repressão e a criminalização do movimento sindical e estudantil, em defesa dos estudantes funcionários e professores, que têm defendido as universidades. Por isso, é dever de todas as entidades sindicais e estudantis, de todas as correntes políticas e sindicais que atuam nas universidades assim como de todos os intelectuais e demais ativistas progressivos, construírem cada um com seus meios, uma ampla mobilização, exigindo do Rodas a anulação da punição aplicada a Patrícia, a readmissão do Brandão e a imediata retirada dos processos administrativos, e inquéritos policiais e processos judiciais instaurados contra diretores e ativistas do Sintusp e aos ativistas sindicais e estudantis da USP, Unesp e Unicamp.

A AUTÓPSIA DE UMA FRAUDE ADMINISTRATIVA

Patrícia começou a exercer a função de contínuo na reitoria, no dia 05/12/2006. Hoje, ela trabalha na FFLCH, para onde foi transferida em abril de 2008 e desde então não há registro de nada que desabone sua conduta profissional.

Observando o prontuário da Patrícia, pode-se constatar que sua própria chefe admitiu, que de 05/12/2006, até o dia 03/05/2007, quando os estudantes ocuparam a reitoria exigindo a revogação dos decretos do Serra, não foi registrado nenhuma ocorrência que desabonasse sua conduta em nenhum aspecto.

Em 16/05/2007, os funcionários da USP entraram em greve, também contra os decretos e passaram a ocupar a reitoria junto com os estudantes. A Patrícia e o companheiro Tadeu, já falecido, foram os únicos funcionários da reitoria que participaram da ocupação. Na época, uma pessoa que trabalhava na reitoria, pediu para uma companheira do Comando de Greve avisar à Patrícia para tomar cuidado, pois a chefe do seu setor estava dizendo que “depois da ocupação não poderia permitir que “aquela menina” (referindo-se à Patrícia) continuasse trabalhando ali”. A ocupação se encerrou no dia 23/06/2007 e o prédio voltou a funcionar poucos dias depois. No dia 06/07/2007, menos de duas semanas após o retorno à normalidade na reitoria e do regresso de Patrícia às suas funções de contínuo no protocolo, sua chefe fez o primeiro registro de uma suposta ocorrência de insubordinação da funcionária. Depois aparecem registros de supostos atos de insubordinação no dia 08/07/2007. No dia 10/07/2007 a chefe, registra outra ocorrência em que acusa Patrícia de dormir na mesa de trabalho, faz um novo registro em 19/07/2007 e outros nos dias 23/07/2007, 03, 06, 07, 08/08/2007, dando início à elaboração de uma longa lista com registros semanais de supostos atos de insubordinação cometidos por Patrícia, os tais registros ocorreram semanalmente até o mês de novembro. E tudo foi feito em sigilo, sem que a funcionária tivesse conhecimento. No dia 26 de novembro de 2007, Patrícia recebeu uma advertência por escrito, a primeira e única. No dia 05/12/2007, oficializaram a abertura do processo/fraude administrativo visando demitir a funcionária.

A montagem da fraude salta aos olhos quando analisamos os relatórios e, constatamos que depois de ter sido cumprido o objetivo de instaurar o processo/ fraude administrativo contra a funcionária, não houve mais registros de nenhuma ocorrência no relatório montado contra ela, apesar de ela ter continuado trabalhando na reitoria, no mesmo setor e, com a mesma chefe até abril de 2008, quando foi transferida para a FFLCH.

Para que não reste dúvidas sobre o caráter de “caça às bruxas” do processo/ fraude montado contra Patrícia, transcrevemos na íntegra o que diz sua chefe num fragmento ilustrativo do infame relatório que abre o referido processo/fraude: “Ressalto, ainda que durante os 90 dias de experiência, a funcionária trabalhava com eficiência ímpar, vindo a ter o comportamento relatado acima a partir de 28/07/07, portanto de 05/12/06 a05/02/07 não ocorreu nada que a desabonasse, sendo que a mudança de comportamento se deu após 22/06/07". (sic).

Não há como negar que foi uma fraude constituída para instrumentar a perseguição política contra Patrícia.

As supostas ocorrências foram registradas no período correspondente ao término da ocupação da reitoria, em 23/06/07, e a abertura do Processo/ Fraude/Administrativo em 05/12/07. Nos seis meses que antecederam esse período, nos quatro meses que o procederam, e nos dois anos após sua transferência para a FFLCH, não há registro de nada que desabone a funcionária. Ressalte-se ainda o descuido da comissão processante, que sequer observou a contradição existente entre a afirmação de que Patrícia apresentou o comportamento descrito no relatório infame a partir de 28/07/07 e a existência de três ocorrências registradas no referido relatório entre os dias 06 e 19/07/7, anteriores, portanto à data indicada, e que tão pouco observou a outra contradição quando a mesma chefe afirma, duas linhas depois, que a mudança de comportamento da funcionária ocorreu a partir de 22/06/07, quando a reitoria ainda estava ocupada e quatorze dias antes do registro da primeira ocorrência.

A Patrícia está suspensa por 30 dias. Os diretores, ativistas e conselheiros do Sintusp Zelito, Aníbal, Neli, Magno, Solange, Marcelo, o Brandão - que já está demitido - e vários estudantes da USP, estão respondendo a dezenas de processos administrativos, inquéritos policiais e até processos judiciais por participarem das lutas em defesa da universidade.

Por isso, as forças democráticas e progressivas das universidades e da sociedade, não podem esperar para ver quem será a próxima vítima da repressão política aberta na USP. O Sintusp conclama a todos para iniciar, a partir da defesa da Patrícia, uma campanha pela retirada de todas as acusações e processos instaurados contra os ativistas sindicais e estudantis da USP, Unesp e Unicamp.


23/08/2010
Assédio Moral na USP
Apesar do grande combate pelo SINTUSP a este mal (assédio moral) no mundo do trabalho, um grande número de funcionários da USP continua sendo vítimas de diretores, professores, Assessores Administrativos, chefias e até mesmo dentro da reitoria, principalmente no DRH, como ocorreu na gestão Suely Vilela.

Muitos foram os funcionários(as) que adoeceram, perderam sua saúde e até mesmo chegaram ao suicídio.

A Universidade de São Paulo até hoje não adotou nenhuma política para castigar os opressores, mas com certeza não ficará impune diante de tantas atrocidades.

O assédio moral continua em várias unidades, sendo uma delas o IEE, onde as relações hierárquicas autoritárias e assimétricas de um“senhorio”, está desestabilizando o ambiente de trabalho da manutenção, forçando os trabalhadores a desistirem do emprego, pois com certeza ele quer acabar com este setor em função de suas “negociatas”.

Alertamos os funcionários, que é necessário denunciar no Sindicato, no Ministério do Trabalho e na Promotoria Pública do Trabalho.

PELO FIM DO BANCO DE HORAS

O que é Banco de Horas?

Banco de Horas é uma forma de exploração do trabalhador, para que o patrão economize dinheiro e o funcionário trabalhe a mais sem ter os seus direitos garantidos. O funcionário faz horas extras e não ganha nada, ficando estas horas trabalhadas a mais, para serem descontadas quando o patrão quiser.

Para que o patrão institua o Banco de Horas, deve ter acordo para isto com o sindicato. ALERTAMOS QUE O SINTUSP É CONTRA O BANCO DE HORAS E NÃO ASSINOU NENHUM ACORDO COM A REITORIA PARA ISTO.

Muitas unidades da USP adotam o Banco de Horas, obrigando o funcionário a trabalhar fora do seu horário, com compensação de horas e, autoritariamente assinar acordo paralelo com os funcionários, como fez o diretor do Instituto Oceanográfico.

O Sintusp levou a questão ao Ministério do Trabalho. Após muitas negociações com a reitoria, que banalizou o órgão fiscalizador, quando chamada para uma Mesa Redonda no dia 16/08/2010, não comparecendo.

Alertamos aos funcionários para não assinarem nenhum acordo, nas unidades, referente a horas trabalhadas a mais e, exigir o pagamento de horas extras, conforme normativas da CODAGE.

Denuncie ao Sindicato se for obrigado a realizar horas extras e fazer acordo individual.


18/08/2010
A MORTE LENTA DOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS
Enquanto o Cruesp sempre se recusou a continuar negociando as Pautas Unificadas de inúmeras Campanhas Salariais, onde era apontada a preocupação do Fórum das Seis com os hospitais universitários das universidades estaduais paulistas, o processo da morte lenta dos HUs continuava a se gestar entre reitores e governo Serra.

No dia 02 de julho de 2010 foi publicada, no Diário Oficial do Estado, a Lei Complementar nº 1.124 de 01 de Julho de 2010, que confere personalidade jurídica, como entidade autárquica ao Hospital Universitário da Unesp.

Para aqueles que não acreditavam na morte lenta dos Hospitais Universitários, através do processo de autarquização, aí está o resultado. O hospital universitário da Unesp foi autarquizado, o da Unicamp está a caminho e, os da USP, com certeza, também sofrerão mudanças e para pior.

OS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS DA USP (HU E HRAC)

A burocracia acadêmica estuda, discute, formula e na calada da noite implementa. Os trabalhadores do Hospital Universitário e do HRAC (Bauru) deverão ficar atentos e com certeza deverão ir à luta em defesa dos hospitais universitários, caso a reitoria queira autarquizar os Hu’s da USP.

O QUE OCORRE NOS BASTIDORES

Na reunião do Conselho Deliberativo do Hospital Universitário, realizada no dia 24 de março de 2010, Presidida pelo Prof. Dr. Marcos Boulos, o mesmo informou: assim que o Prof. Grandino assumiu a reitoria fez-me um pedido para que coordenasse um grupo para discutir a saúde na Universidade, ou seja, pensar num projeto de saúde que pudesse integrar a comunidade uspiana, portanto, pediu para pensar num grande projeto e nesse grande projeto tem-se a questão dos Hospitais universitários. E este projeto está sendo desenvolvido e será apresentado a todos, ou seja, aos funcionários, docentes e sindicato, quando estiver pronto, através de uma proposta formal que será levada ao Conselho Universitário.

Informa que outra questão está sendo discutida, a autarquização dos Hospitais Universitários, pois o custo para manter um Hospital Universitário é alto. No caso, a proposta é que o governo assuma a manutenção do hospital: custos, insumos e no caso de recursos humanos permaneceria como está até que estes se aposentassem e no caso de funcionário celetista dispensado, a reposição seria feita pelo Estado e que a Universidade participaria com o corpo docente, mas esse assunto ainda estaria em discussão.

Nessa reunião o Prof. Lotufo argumenta que: não considera que o Hospital Universitário tenha um custo tão alto para a Universidade, comparado com algumas Unidades da USP e continua, portanto, pela demanda do hospital não achar que o custo seja uma exorbitância para a Universidade.

O Prof. Marcos Boulos que defende o Projeto de autarquização dos Hospitais Universitários do governo Serra enfatiza: o que está se discutindo não é se o custo do HU é alto para a Universidade, mas sim que o HU e Bauru (HRAC) seriam os únicos hospitais que no caso ficariam fora deste caminho.

Ante essas informações, os Hospitais Universitários da USP começam a morrer.

É diante desse quadro, que no próximo dia 23, a Reitoria deverá apresentar a sua proposta de Saúde para os trabalhadores da USP ao Sintusp.

Com certeza teremos uma grande luta pela frente, pois não iremos permitir que “ninguém coloque as mãos nos Hospitais Universitários da Universidade”.

Queremos sim que a USP e governos façam maiores investimentos nos hospitais, contratando mais funcionários, ampliando leitos e proporcionando maior qualidade no atendimento a comunidade uspiana e á população do Butantã.

O DESMANCHE DA USP POR RODAS A CAMINHO DA TERCEIRIZAÇÃO

Quem passava ao redor do prédio da Antiga Reitoria no dia 13/08 viu a realização de um churrasco pelos funcionários da Gráfica da CCS, porém os trabalhadores não estavam comemorando nada a não ser a despedida após longos anos de trabalho juntos, pois a GRÁFICA FOI FECHADA pelo Reitor Rodas. Os funcionários foram transferidos para várias unidades, como FAU, FFLCH, EACH e outras.

De acordo com a reitoria, a Gráfica deveria ser fechada por ser deficitária. A Gráfica passou a ser deficitária a partir do momento em que a EDUSP, decidiu que esta gráfica não confeccionaria mais livros produzidos pelos intelectuais da USP. Esta política de terceirização e privatização foi implementada pelo professor que se manifestou em um Jornal da USP dizendo que “os funcionários grevistas não gostam de livros”, porém ele gosta tanto, que até instalou na Granja Viana um grande parque editorial, tirando o cenário da gráfica da CCS, que agora foi considerada deficitária pelo reitor e fechada.

Mas os fatos não param por aí. A Coordenadoria do Campus da Capital (antiga PCO) quer o fechamento do posto de gasolina lá instalado, isto significará o início da terceirização dos ônibus circulares, que já foi tentado na gestão do Prof. Adilson de Carvalho, enfim da área de transporte em geral. O Coordenador da COSEAS mandou fechar o restaurante da Física para o jantar, sob o argumento de não ter funcionário suficiente.

Pergunta: Por que Rodas não contrata funcionários??

Enquanto isto a “farra das terceirizações” continua...

No dia 04 de agosto de 2010 foi publicado no Diário Oficial a renovação do Contrato com a Evick, (empresa de segurança ) no valor de R$ 3.448.380,91, com valor mensal de R$ 114.946,03, durante 30 meses. Também foi assinado um Contrato com a empresa Starbene Refeições Industriais (empresa do Professor da ECA - Mario Bene), no valor de R$ 5.810.112,00, com valor mensal de R$ 484.176,00, e vigência de um ano, para demandar o Restaurante da Química.

Com certeza companheiros (as), mais novidades o Rodas deverá apresentar no segundo semestre de 2010 e muito teremos que fazer em defesa dos nossos empregos e em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade.


09/08/2010
SEMINÁRIO DIA 13/08 ORGANIZAR A LUTA!
Na próxima sexta-feira, 13 de agosto, a partir das 8 horas, realizaremos um Seminário dos trabalhadores da USP para discutir a luta no 2º semestre baseada no balanço da nossa greve e as negociações que estão sendo realizadas entre o Sintusp e a reitoria. Essa discussão incluirá a resposta que necessariamente teremos que dar aos ataques e à criminalização do movimento.

O Comando de Mobilização dos Funcionários da USP, reunido dia 4 de agosto, propôs que seja realizada uma rodada de reuniões de unidades na capital e no interior com a mesma pauta do Seminário.

Somente com uma organização forte, construída pela base, isto é, nos locais de trabalho, poderemos retomar a luta com a força necessária para fazer com que as negociações avancem no sentido de obtermos conquistas das nossas reivindicações. Nesse Seminário também vamos informar sobre a construção da CSP- Conlutas (Central Sindical e Popular), fundada por sindicatos e movimentos populares de todo o país - inclusive o Sintusp - para organizar e dirigir a luta dos trabalhadores e do povo pobre, fazer um balanço desse processo e discutir os próximos passos.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 11 de agosto, às 12 horas, na sede do Sintusp, por telefone: 3091-4380, 3091-4381 ou por e-mail: sintusp@sintusp.org.br (nome, unidade e nº USP).

10 de a agosto - Dia Nacional de Lutas

Amanhã, dia 10 de agosto, a CSP – Conlutas vai realizar um dia nacional de luta em todo o país em defesa das principais bandeiras de lutas dos trabalhadores:

- Aumento real de salários;

- Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais sem redução de salários;

- Pela derrubada do veto de Lula ao fim do fator previdenciário;

- Em defesa dos serviços públicos e direitos sociais da população;

- Não à criminalização e à violência policial contra os movimentos sociais;

- Pelo pleno direito de greve;

- Por terra, trabalho e moradia.

Nesse dia, em São Paulo, será realizada das 15 às 17h30, uma ampla divulgação dessas bandeiras de luta, na Praça da Sé, estação do metrô.<>br>
Às 18h, haverá um Ato Debate sobre a criminalização dos movimentos sociais e a resposta dos trabalhadores, na sede da Apeoesp, Praça da República nº 282.

Mais um ataque a Moradia Retomada

Corte de energia elétrica compromete Espaço Santandré de Acesso Livre


No mês de julho, quando a ocupação do bloco G -antigo DPS/Coseas- já entrava em seu quarto mês, foi aberto o Espaço Santandré de Acesso Livre [sala anteriormente privatizada pelo Banco Santander em “acordos” com a Coseas] que oferecia acesso à internet, cursos diversos de informática, software livre e outras atividades, como resoltado de grande esforço do trabalho coletivo de moradores do CRUSP, da Moradia Retomada e de integrantes do GNUSP.

Como retaliação à Moradia Retomada e à iniciativa dos estudantes, o coordenador da Coseas Waldyr Antonio Jorge mandou cortar a energia elétrica inviabilizando a utilização do Espaço Santandré pelos estudantes, mesmo ainda durante o recesso das aulas e aos demais que com toda certeza utilizariam o local já a partir deste mês, com a retomada do semestre letivo.

Nesse sentido, o Comando de Mobilização dos Trabalhadores da USP repudia a atitude do coordenador da Coseas e exige o imediato religamento da energia elétrica, e manifesta total apoio às legitimas reivindicações dos estudantes moradores do CRUSP.

SOLIDARIEDADE AO COMPANHEIRO DIRCEU TRAVESSO (DIDI)

O companheiro Dirceu Travesso (DIDI) que todos esses anos tem acompanhado e participado de nossa luta, necessita urgente de doadores de sangue. Ele vem se recuperando bem e continua na luta no tratamento de cancer dignosticado no final do ano passado. Agora, em julho, foi submetido a uma nova cirurgia e precisa de sua ajuda, ele precisa do seu sangue - literalmente.

Quem for doar deve informar que está fazendo doação em nome de Dirceu Travesso.

Os hospitais que podem receber o sangue são dois: Hospital do Coração - R Abílio Soares, 176 - Paraíso - de segunda à sexta-feira - das 8 às 17 horas e, Hospital AC Camargo - R Antonio Prudente, 211 - Vergueiro - de segunda à sexta-feira - das 8 às 18 horas.

RESPEITO AO ESTATUTO DO IDOSO

A USP não respeita os Idosos, principalmente os seus aposentados.

Até hoje o HU não implementou “fila preferencial” como preconiza o Estatuto do Idoso, apesar de defender o Projeto da Praça do Idoso. Ao invés da Praça, o respeito e o atendimento digno.

O reitor, apesar de já ser um aposentado, até hoje se recusa a atender a Comissão dos Aposentados e a estender o benefício do Auxílio Alimentação aos mesmos, como já foi acordado na Unicamp.

Nas unidades, os funcionários com mais de 60 anos são ridicularizados por professores, chamados de “gagas”, inclusive servem de chacotas para docentes mais jovens e passam por situações de humilhações ao mencionarem que querem continuar a produzir e contribuir até os 70 anos (idade expulsadeira). Quando aqui permanecem até os 70 anos, nem um “muito obrigado” recebem e são retirados como se fossem objetos velhos.

O funcionário idoso que for desrespeitado comunique o SINDICATO para que façamos com que o Estatuto do Idoso seja respeitado, devendo também procurar a Promotoria Pública do Idoso.

 
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