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| 09/06/2011 |
| Continua a discussão da nova carreira |
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A implantação da nova Carreira dos Funcionários da USP aconteceu, porém ela tem mistérios ainda a serem desvendados, para dizermos se foi conquista ou foi uma armadilha.
O ganho até aqui que os funcionários tiveram, não foi um presente do reitor e sim, o resultado da luta dos trabalhadores da USP, principalmente daqueles que sempre lutaram e defenderam que a diferença entre os maiores e os menores salários dentro da universidade deveria ser a menor possível, pois todos nós construímos a excelência desta universidade.
Vejamos os “ganhadores ou perdedores” nesta nova Carreira.
Fonte: Documento aprovado Conselho Universitário
Os que sempre foram “desprivilegiados” na Carreira tiveram ganho substancial, porém a incerteza em existir a estagnação nas próximas fases do enquadramento e pela vida, ainda persiste.
A “meritocracia” prevalece nesta Carreira, assim estes que ganharam agora poderão vivenciar congelamento de salários daqui em diante ou reajustes diferenciados entre funcionários e professores.
Conquistamos a elevação do piso nos três grupos: básico, técnico e superior, porém continuamos a defender o piso do salário mínimo do DIEESE: R$ 2.257,00, agora queremos a garantia de que não haverá demissões em um destes grupos, pois a USP continuar abrindo alas para a terceirização.
Os funcionários novos se igualaram aos funcionários com mais anos de serviços na USP, permanecendo todos no início desta nova Carreira, porém esperamos que na 2ª Fase do Enquadramento, o processo seja revertido de forma transparente e justo.
Depois de muitas injustiças, conseguimos regularizar as jornadas de trabalho de muitos profissionais na área da saúde, porém o projeto de privatização avança a passos largos nos hospitais universitários.
Conseguimos transformar uma estrutura de carreira de 93 degraus para 40, mas sabemos que poucos terão a oportunidade de transpor estes degraus, pois as oportunidades dentro da universidade são diferenciadas e a cultura do “pirão no meu prato primeiro” prevalece ainda nas Universidades.
Voltamos a mencionar o que o sindicato sempre disse: “Carreira é um instrumento do sistema capitalista” que jamais será para todos.
Para descobrirmos perdas, ganhos, mistérios e tormentas na nossa vida funcional, estamos NOVAMENTE chamando os funcionários da USP, para continuarmos a discussão da Carreira, pois somente através da organização, mobilização e pressão poderemos superar os desafios desta Carreira.
REUNIÃO DO DEPARTAMENTO DE CARREIRA
DATA: 08/06/2011, a partir de 8h30, no SINTUSP
Nesta reunião estaremos discutindo:-
1) Como serão formados os Comitês e qual o seu papel, sendo os CTA’s um Fórum Deliberativo.
2) A existência ou não de um orçamento para a aplicabilidade desta Carreira.
3) Acontecerão ou não mudanças no PCF (Plano de Classificação de Funções)?
Iremos continuar a lutar pela volta das funções extintas e ainda desempenhadas por funcionários na USP, como por exemplo: os vigias? Retomar as funções que foram agrupadas.
4) Propositura de critérios a serem utilizados na 2ª Fase do enquadramento, bem como, critérios de progressão e ascensão horizontal e vertical.
Esta reunião também será preparatória para a: REUNIÃO DA COMISSÃO PARITÁRIA - DATA: 09/06/2011, às 9h30
SEMIINÁRIO DE CARREIRA - Dia 14 de julho, a partir das 8h, no Cepeusp |
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| 29/04/2011 |
| Entendendo o enquadramento na nova carreira |
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Entendendo o enquadramento na nova carreira
1º passo:
Localizar-se na Tabela 1. Confira a sua Classe (Básico, Técnico ou Superior) e o seu Nível (I, II ou III) e a letra que você está enquadrado de A a K.
Exemplo: você é Técnico II B
2ºpasso:
Após localizar-se pule uma letra. (todos os funcionários receberão uma referência, logo sua letra mudará para a seguinte).
Exemplo: com a referência você passa a ser Técnico II C
Tabela 1

2º passo:
Após identificar para qual letra você irá, veja sua localização na Tabela 2 abaixo reproduzida.
Você constatará que com o novo enquadramento você passará a ser Técnico I A
Tabela 2


3º passo:
Seguindo o exemplo, agora você é Técnico I A e seu vencimento é R$ 2.792,01 conforme a tabela 3.
Tabela 3

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| 13/12/2010 |
| SEMINÁRIO SOBRE A CARREIRA |
| DIRETRIZES SOBRE PROPOSTA DE PROJETO DE CARREIRA ÚNICA PARA OS SERVIDORES DA USP - SETEMBRO DE 2010 |
setembro de 2010
APRESENTAÇÃO
Carreira é a seqüência de posições ocupadas e de trabalhos realizados durante a vida profissional de uma pessoa. Envolve uma série de situações e transições que refletem as necessidades e aspirações individuais,bem como, as expectativas da organização onde trabalhamos e da sociedade em geral. Ocorre dentro de umcontexto de constante ajuste, desenvolvimento e mudança.
Essa proposta de estrutura de carreira, que aqui apresentamos, é fruto de um estudo de anos com base empropostas de uma Comissão de Carreira eleita, assim como, de propostas e deliberações de Congressos,Seminários e Assembléias, além dos Seminários de Carreira dos Funcionários da USP (2003, 2006, 2009 e 2010).
Esta não é uma proposta do sindicato e sim de centenas e milhares de funcionários que nos últimos 15 anosvem discutindo e elaborando sobre uma Carreira, que nos longos dos anos as administrações da USPdestruíram.
A principal constatação que devemos fazer é que a atual Carreira dos Funcionários da USP é absurdamenteestruturada em 99 degraus, divididos em 3 grupos, totalmente estanques. Tais grupos só transponíveisatravés de concurso público: básico, técnico e superior. Fica assim, praticamente impossível que alguém com30 ou 35 anos de universidade possa evoluir do início ao fim da carreira.
A nossa proposta de Carreira é reduzir esse número para 16 degraus, unificando a tabela salarial de formaque as limitações sejam geradas pelo PCF- Plano de Classificação de Funções já existentes, de acordo coma evolução que a função ocupada permita e com a capacidade de crescimento do funcionário.
É interessante observar que a Carreira dos docentes tem apenas 3 níveis ou classes e, um professor podeascender do inicial ao topo em até 5 anos, sendo que a média é de 10 anos, enquanto muitos funcionáriossomente se movimentarão na Carreira de Funcionários atual, ao ganhar referências em decorrência deacordos de greves, graças a luta do nosso sindicato.
CONSTRUINDO A NOVA CARREIRA Esta contribuição foi formulada a partir do acúmulo de informações e aspirações dos funcionários, obtidasatravés dos Seminários de Carreira realizados, dando continuidade a construção da nossa Carreira, partindoda Estrutura já formulada e apresentada á reitoria inúmeras vezes.
Devemos avançar o máximo possível nesta construção, tendo em vista que, o DRH da universidade, emreunião no dia 03/11/2010, aceitou formar uma Comissão Paritária de seis membros de cada lado, paradiscutir a Carreira a ser implementada em 2011, com resultados em 2012 e 2013, partindo da discussão donosso projeto. A primeira reunião está marcada para a primeira quinzena de dezembro de 2010.
Sabemos que a disputa de projeto será desigual, pois hoje quem esta à frente do DRH/USP é o ProfessorJoel Souza Dutra, professor da FEA e coordenador do projeto da carreira proposto pela reitoria, que desenhao projeto de universidade que a reitoria pretende implementar. Só é possível termos êxito se trabalharmospara isto e lutarmos.
PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS DA VALORIZAÇÃO DO TRABALHO Ao retomarmos a discussão da construção da nossa carreira, com base nas análises das primeiras reuniões,concluímos que a carreira é um instrumento do sistema capitalista e, como tal, qualquer modelo de carreira,trará injustiça, desigualdade, insatisfações e disputas. Elementos, estes, que decorrem das relaçõestrabalhistas. Para amenizá-los, o trabalho deve ser pensado e planejado enquanto um fazer coletivo e a suaavaliação, portanto deve ser também coletiva, partindo do princípio da equidade, de forma que fique claro quequando determinado processo dá certo, não é por competência de uma única pessoa, mas de todos os quecolaboraram para tal realização, em conjunto. O trabalho de cada um e de todos é necessário para aqualidade de tudo que é produzido na universidade.
A Universidade de São Paulo reproduz a enorme e inaceitável diferença de salários do país, que está sempreentre as maiores do mundo, fomentando a desigualdade social. A valorização do “trabalho intelectual” éextremamente maior que a do denominado “trabalho físico ou braçal”, quando, a bem da verdade, umdepende do outro, de forma que, apenas um, não consegue resultados frutíferos sem o apoio do outro, logo,ambos são igualmente importantes. Daí ser necessário a valorização do trabalho intelectual e do trabalhobraçal.
Superar este conceito, assim como lutar para que deixe de existir o trabalho alienado é um dos nossosobjetivos. Enquanto trabalhadores, estas são metas a serem perseguidas por nós. Assim, lutaremos por ummodelo de carreira que busque sempre a justiça, dando a cada um conforme a suas necessidades primordiaise respeitando as diferenças entre pessoas, num processo em que todos sejam igualmente valorizados.
A Carreira que queremos é uma Carreira onde:
1)O funcionário tenha oportunidades para se desenvolver e atingir os seus interesses profissionais e pessoais;
2) Uma Carreira com critérios claros, objetivos, respeitando as expectativas e área de atuaçãode cada funcionário, dentro das especificidades das unidades;
3) Uma Carreira que permite o funcionário transitar na mesma, automaticamente, de acordo como seu desenvolvimento, durante os anos de experiência na sua função dentro da universidade, desvinculadas da avaliação de desempenho;
4) Que o funcionário desenvolva a visão de que a sua função é importante para a universidade epara a sociedade, para a humanidade.
NOMENCLATURA Durante os Seminários surgiram várias propostas para a designação que devemos ter, enquantotrabalhadores na Universidade. Todos baseados no princípio de que, em Educação, devemos entender quetodos os funcionários, sem exceção, têm como um FAZER COMUM, o apóio ao ensino, pesquisa e extensão.É totalmente falsa a idéia de que existem atividades fins e atividades meio, pois na universidade, só épossível o ensino, pesquisa e extensão, a partir do nosso trabalho conjuntamente com os docentes.Conforme anteriormente dito, um não teria sucesso sem a base dada pelos serviços prestados pelo outro.
Primeira Proposta
A reitoria aceitou já há uns anos a proposta da nomenclatura “servidores técnico-administrativos”,propositura nossa. Também a Lei 1074 de 11 de dezembro de 2008, foi aprovada com esta nomenclatura,enquanto “empregos públicos técnicos e administrativos”.Esta nomenclatura já é institucionalizada nas universidades federais, assim como na Unicamp, abrangendotodas as áreas e incluindo todas as funções, desfazendo a confusão gerada na gestão Goldemberg, que alémde “não docentes” nos subdividiu em técnicos, operacionais e administrativos, o que foi repudiado por nós efinalmente superado.
Hoje a atual Carreira nos divide e sua estratificação é em grupos denominados Básico, Técnico e Superior,causando um estranhar, pois como podemos percorrer uma Carreira na USP, se entramos como básicos epermanecemos neste grupo até nos aposentar, morrer ou sermos demitido.
Queremos e devemos superar este entrave para que nossa progressão na Carreira não seja totalmenteintransponível. A reitoria deverá ter vontade política e encontrar formas jurídicas para esta superação.
Segunda Proposta
Uma segunda proposta é designação da nomenclatura de “técnico-administrativos em educação”, poistodos têm como objetivo o ensinar, o participar em pesquisas e trabalhar na prestação de serviços deextensão, desde o jardineiro, até o docente, ou seja, todos atuando no processo educacional do estudanteque aqui adentra.
Terceira PropostaUma terceira proposta é a designação de “Profissionais Universitários” devido a existência de inúmerasprofissões desempenhadas em inúmeras áreas de atuação, todas com o fazer comum: “Educar”.
Quarta Proposta Uma quarta proposta vem dos Museus, pois os profissionais que ali trabalham não aceitam a terminologia“técnico” e propõem “Agente em Educação ou Trabalhador em Educação”,alegando que, “antes auniversidade tinha os técnicos especializados e a própria universidade considerou incoerente este termo, poisos funcionários de nível superior apresentam especializações e este termo não reflete a situação dostrabalhadores da área, tanto que atualmente eles prestam concursos para especialistas em cada função.
Sendo assim, porque agora os especialistas sumiram nessa nova carreira e estão sendo considerados como apoio técnico?”.
No IV Congresso dos Funcionários da USP foi aprovado que deveríamos ter uma Carreira Única dosTécnicos Administrativos em Educação, carreira esta de trabalhadores que incluísse os docentes, comoacontece na Universidade Autônoma do México. Esta questão, entretanto nunca foi discutida a fundo edependerá da vontade política dos funcionários, dos professores e reitoria, proposta esta, cuja discussãojamais será superada.
ESTRUTURA: TABELA PROPOSTA
A partir da estrutura que será apresentada, iremos definir enquadramento, progressão, perfis e avaliação dedesempenho, bem como, outros elementos necessários para uma Carreira digna para os funcionários.
A discussão, para elaboração desta Estrutura, partiu do princípio que as discrepâncias salariais em nossopaís são inaceitáveis, pois o nosso país ainda esta entre os países com piores distribuições de renda domundo. Portanto, uma Carreira para Funcionários na melhor Universidade da América Latina, entre as cemmaiores do mundo, deverá ser exemplar, para que seja seguida pela sociedade, apontando para a superaçãodas distorções e injustiças sociais.
A atual estrutura da Carreira dos Servidores Técnicos Administrativos da USP tem 93 degraus e a dosdocentes apenas 3. Com isto, a mobilidade na Carreira dos Funcionários, por mais tempo de universidade eesforço coletivo e pessoal haja, fica engessada, sendo impossível percorrer a maior parte da mesma.
A divisão em classes, ou seja, em grupos: superior, técnico e básico, com a exigência de concurso públicopara a ascensão de um grupo para outro, é um dos principais fatores do engessamento da Carreira e seperpetua na proposta da reitoria, o que deverá ser superada na nossa proposta.
Em nossa proposta de Estrutura, existem 20 degraus, divididos em 4 classes (I,II,III e IV) e 4 níveis (A,B,C,D),sem a estratificação em básico, técnico e superior, permitindo, que através de critérios objetivos, claros econsistentes, de acordo com a função ocupada, os trabalhadores possam percorrer toda a estrutura.
Clique aqui para ler todo o documento e suas tabelas demonstrativas |
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