17/06/19

Boletim Nº 48/2019 (17 de junho)

Boletim N° 48 - SP 17/06/2019
Gestão: Sempre na Luta! Piqueteiros e Lutadores - 2017/2019

A GREVE GERAL NO PAÍS FOI FORTE: MANIFESTAÇÕES E TRANCAÇOS!

A Classe trabalhadora, a juventude e o povo pobre em todo o país demonstraram força e radicalidade nas ruas contra o governo e seus ataques: a Reforma da Previdência e os cortes na Educação, ciência, tecnologia e cultura no Brasil.


Belo Horizonte (Foto: CSP-Conlutas)

Em vários estados, o transporte paralisou, mesmo assim o povo foi às ruas em grandes manifestações, trancaços em rodovias, avenidas e complexos viários, como ocorreu no Butantã, em ato realizado por trabalhadores e estudantes da USP e da região Oeste.


14 de Junho na Av. Paulista (Foto: CSP-Conlutas)

Em São Paulo, a manifestação foi grande e vigorosa, apesar do recuo vergonhoso da UGT, que dirige o sindicato dos motoristas e dos ferroviários, após liminar que ameaçou com multas e punições. Os metroviários, todavia, mantiveram-se firmes na Greve, havendo apenas poucos trens funcionando pela ação de alguns gerentes e engenheiros.

Portanto, o 14 de Junho foi um dia de luta muito importante e combativo em São Paulo!

Atenção: Estamos defendendo que as Centrais Sindicais aprovem um novo “Ocupa Brasília” no dia 28/6 e uma nova GREVE GERAL, desta vez por tempo indeterminado até a derrota da Reforma da Previdência.

O trancaço da USP no Butantã

Desde 5h30, trabalhadores e estudantes concentraram-se no Portão 1 da USP, onde fizeram um trancaço até às 7h30, quando saíram em passeata pela Rua Alvarenga, Avenida Vital Brasil até o complexo viário da Ponte Eusébio Matoso, Av. Rebouças, Av. Francisco Morato, trancando o fluxo das Rodovias Raposo, Tavares, Régis Bittencourt e da Marginal Pinheiros.

A Manifestação e o Trancaço paralisaram todo esse complexo até 9h30, quando foram violentamente reprimidos pela PM, com tiros de bala de borracha, bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e gás pimenta, ferindo várias companheiras e companheiros, além da população que transitava na área.

Prisões absurdas

Dez manifestantes (sete estudantes e três funcionários da USP) foram presos aleatoriamente e acusados sem qualquer evidência ou provas de “ações criminosas”. Os dez companheiros presos (nove homens e uma mulher) foram escolhidos aleatoriamente entre centenas de militantes e acusados de forma caluniosa pela polícia, inclusive de associação criminosa entre pessoas que, em muitos dos casos, nem se conheciam. Foram apresentadas pela PM como “armas dos manifestantes”: quatro estilingues e algumas bolinhas de gude.

Os dez presos foram encaminhados da 34ª DP ao DEIC, na Zona norte, onde passaram a noite. Na manhã de sábado foram encaminhados ao Fórum da Barra Funda para a audiência de Custódia. Tanto no DEIC quanto em frente ao Fórum da Barra Funda, centenas de Estudantes e Funcionários, professores (como o Professor Plínio de Arruda Sampaio Júnior, que gravou um vídeo em apoio às pessoas presas (ver em http://bit.ly/2Klbeyy), Eduardo Suplicy, Deputado Giannazi e Sâmia Bomfim estiveram na vigília. No Sábado, em frente ao Fórum da Barra Funda, a vigília foi das primeiras horas da manhã até cerca de 17 horas, horário em que os companheiros foram finalmente libertados. Entretanto o processo aberto contra os mesmos continuará e eles devem se apresentar ao Fórum a cada três meses, enquanto durar o mesmo.

Na saída, um dos libertos exclamou: “nenhum arrependimento”, depois todos os manifestantes e as pessoas libertados gritaram em coro: A Luta continua!

É com esse espírito que saímos dessa batalha, pois a guerra continua e para sermos vitoriosos, teremos que ampliar as nossas forças e a radicalidade da nossa luta!

Ver vídeo do momento da libertação: http://bit.ly/31DDWQI


(Foto: Fernandão)

LIBERTEM OS TRÊS COMPANHEIROS PRESOS NO ATO DA AVENIDA PAULISTA!

A manifestação da Avenida Paulista, ao final da tarde, transcorria tranquilamente quando sem nenhuma razão a PM lançou várias bombas sobre os manifestantes. Além disso, os PMs prenderam três estudantes que também foram submetidos à audiência de custódia, no mesmo dia, local e horário dos companheiros da USP, sendo que no caso desses três, foi decretada a prisão preventiva. Nosso compromisso é com a luta pela libertação imediata desses três companheiros!

Agradecimentos aos advogados

Agradecemos aos advogados do Sintusp, Dr. Vanderlei e Dr. Juliana (do escritório do Dr. Luiz Eduardo Rodrigues Greenhalgh) e também aos demais advogados de defesa pelo excelente e incansável trabalho que conquistou a libertação de nossos dez companheiros!

Alexandre da Guarda Universitária virou dedo duro da PM

Enquanto a maioria da guarda universitária da USP cumpria o seu papel, fazendo a segurança dentro da universidade, na sexta-feira, o chefete da guarda universitária, Alexandre, acompanhado de dois comparsas puxa-sacos, saíram do seu local de trabalho (a USP) e durante a manifestação fora da Universidade estiveram apontando funcionários e estudantes para a Polícia Militar.

Fica a pergunta: a mando de quem? Iremos cobrar da reitoria essa ação nefasta desses indivíduos, que nos fazem lembrar dos piores tempos da ditadura militar na universidade.

 

REINTEGRAÇÃO DO BRANDÃO E RETIRADA DOS PROCESSOS!