11/06/19

Boletim Nº 46/2019 (11 de junho)

Boletim N° 46 - SP 11/06/2019

Gestão: Sempre na Luta! Piqueteiros e Lutadores - 2017/2019

Greve Geral, 14/6, na USP: Professores, Funcionários e Estudantes

Na próxima sexta-feira, 14 de Junho, o Brasil vai parar e, como não poderia deixar de ser, a USP também vai parar! Foi o que decidiram as Assembleias de funcionários, estudantes e professores: Contra a Reforma da Previdência e em defesa da Educação!

Lembramos que é importantíssimo que a luta continue após a GREVE GERAL de 14 de Junho!

Foi aprovado em nossa Assembleia que devemos levar a proposta de um novo “Ocupa Brasília” para o dia 28 de Junho a todas as Centrais Sindicais, apontando para a construção de uma Greve Geral até a derrubada da Reforma da Previdência! Não devemos aceitar nenhum tipo de negociação com o governo ou com o Congresso!

A reforma deve ser derrubada, não negociada!

14 de Junho no Butantã!

Não entraremos na USP na GREVE GERAL de 14/6, mas devemos fazer todos os esforços possíveis para chegar 5h30 no Portão 1 da USP, onde iremos nos concentrar junto com os estudantes, outros companheiros trabalhadores e moradores da região. Do Portão 1 da USP, sairemos em passeata pela Avenida Vital Brasil etc.

Nesta GREVE, mesmo sem transporte, os trabalhadores e a juventude devem ir às ruas, às manifestações, ajudando a parar as cidades e as rodovias.

Sobre a questão do ponto no dia de Greve Geral

Houve funcionários que perguntaram ao sindicato sobre essa questão: a orientação aprovada em nossa Assembleia é que ninguém deve entrar na USP neste dia e, consequentemente, NÃO MARCAR O PONTO. Trata-se de uma GREVE GERAL DO PAÍS, inclusive já aprovada por todo o setor de transporte. É importante lembrar que na GREVE GERAL de 28 de Abril de 2017, a própria reitoria usou a justificativa no ifPonto: “Impossibilidade de acesso por caso fortuito/força maior”. Como podemos ver na imagem abaixo, retirada do sistema ifPonto:

 

Você sabia que esta reforma que o governo e a imprensa afirmam que irá acabar com privilégios, na verdade manterá privilégios absurdos para, por exemplo, deputados e senadores que serão enquadrados na reforma da previdência somente a partir da próxima legislatura, portanto os atuais parlamentares, que votarão a Reforma, não serão atingidos por ela! Já os militares irão receber um grande aumento salarial antes da reforma, conforme o acordo com o Ministro Paulo Guedes. Além disso, irão se aposentar com o último salário. Por exemplo, um oficial que ganha R$ 20 mil reais hoje terá este salário como aposentadoria, enquanto um trabalhador celetista terá o teto de R$ 5.800,00.
Está claro que com esta Reforma: o governo, os parlamentares e a burguesia querem retirar os direitos apenas dos trabalhadores, principalmente dos mais pobres e precarizados.
Com a mudança proposta, que acabará com a Previdência Solidária, impondo o modelo de capitalização, os Patrões deixarão de contribuir, passando apenas a retirar do salário dos trabalhadores o percentual para a Capitalização. Mas os trabalhadores poderão optar ou não pela capitalização, ou seja, se não conseguirem “capitalizar”, ficarão sem aposentadoria.
O Chile foi o único país que implantou este Sistema, resultado: os trabalhadores de salários mais baixos não conseguiram se aposentar, outros que optaram pela capitalização viram seus bancos ou “institutos de capitalização” falirem, consequentemente, ficando também sem aposentadoria. A partir dessa situação, houve um grande índice de suicídio dentre esses trabalhadores que não conseguiram se aposentar. Muitos também foram obrigados a fazer “bicos” para poderem sobreviver.

Vamos à Luta

 

Estes coletes foram lançados pelos metroviários e espalhados por todo o país, orientamos a todas e todos que os utilizem durante a semana e principalmente no dia 14/6: contra a reforma da Previdência e em defesa da Educação Pública! Procure o sindicato ou o cdbista de sua unidade para ter o seu pelo valor de apenas R$ 10,00.

 

REINTEGRAÇÃO DO BRANDÃO E RETIRADA DOS PROCESSOS!